A Prefeitura de Bauru prometeu ontem entregar, finalmente, a ponte Ayrton Senna até o dia 15 de setembro deste ano, liberando a ligação entre o Núcleo Mary Dota e o Distrito Industrial I, que está interditada desde janeiro de 2002. Para isso, a administração divulgou ontem o projeto final de recuperação da obra, que terá apenas o aterro simples – ao invés do monitorado – e 702 furos para reforço com ferro em partes de sua estrutura.
A etapa final da reforma deve ficar em torno de R$ 50 mil, mesmo valor a ser pago à empresa Engenharia e Pesquisas Tecnológicas (EPT) pelo projeto e laudo de recuperação. Em entrevista coletiva com a presença de moradores da região como convidados, ontem, o prefeito Tuga Angerami (PDT) confirmou que a assinatura da empresa no relatório final foi conquistada quase à“saca-rolha, depois de muita pressão”.
Isso porque a EPT apresentou laudo em janeiro, o primeiro de cinco desde então, apontando que a liberação para o tráfego exigia apenas intervenções de pequeno porte na superestrutura da ponte, mas com a realização de aterro monitorado, com verificação da acomodação da terra nas cabeceiras da ponte por até oito meses.
A engenheira da Secretaria Municipal de Obras Elaine de Cássia Orti de Araújo conta que a administração não concordou. “Porque o aterro monitorado não resolveria a dúvida sobre a liberação da obra em condições de uso. A EPT não admitia no início reforço nos pilares e na cortina da ponte. Foram várias reuniões e nós exigimos memorial de cálculo, até que eles enviaram a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) respondendo pelas intervenções nessas áreas e no aterro”, conta.
Para finalizar a recuperação, a ponte vai receber 112 furos nos oito pilares e outros 80 com diâmetro e posições diferentes também no local, além de 136 furos no bloco e outros 384 na área de concreto que fica junto ao futuro aterro conhecida como cortina. “Os furos fazem parte da estrutura de reforço, onde vamos utilizar 1.833 quilos de ferro e 75 quilos de resina para colar. O reforço dos pilares e das cortinas também vai receber 40 metros cúbicos de concreto”, descreve a engenheira.
O reforço será executado conforme o projeto apresentado pela EPT, para evitar que a pressão do aterro gere novos problemas no futuro. Com essas obras prontas, a ponte receberá cerca de 700 caminhões de terra para as cabeceiras. “Vamos liberar para o tráfego em 120 dias e com tranquilidade e segurança com este laudo assinado pela EPT. A liberação será no dia 15 de setembro, ou antes quem sabe”, pontuou o secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim.
O prefeito Tuga Angerami (PDT) comemorou a definição para a finalização da obra, confirmando aos moradores da região presentes à reunião a promessa com o calendário assumido ontem.