O Instituto Adolpho Lutz, de São Paulo, encaminhou ao Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, a confirmação de mais seis casos de dengue em Bauru e um de leishmaniose. Com isso, sobe para 30 os casos de dengue neste ano no município, dos quais 20 são importados (paciente adquiriu a doença em outra localidade) e dez autóctones (contraídos na cidade).
Dos seis casos de dengue confirmados ontem, dois são autóctones e quatro, importados. Os pacientes são moradores do Núcleo Geisel, Jardim Gérson França, Higienópolis, Vila Universitária, Jardim Brasil e Jardim Rosa Branca. Entre os casos importados, dois foram adquiridos em Santos e dois em Catanduva.
Também ontem chegaram ao DSC resultados de oito exames que deram negativo para dengue. Mas existem outras 26 pessoas sob suspeita da doença em Bauru. Apesar de não apresentar os sintomas da dengue, a dona de casa Maria Cecília Carvalho Lourenço teme ser picada pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, infectado.
“A gente vê tanto mosquito que não sabe se é da dengue, da leishmaniose... E o pior é que não tem como fugir porque eles podem estar em qualquer lugar”, diz ela que mora na Vila Nova Esperança. A preocupação dela é maior por causa da possibilidade do filho, que tem 20 anos, contrair dengue outra vez – ele foi infectado em 2003, quando foram registrados 131 casos da doença na cidade.
Na reincidência da dengue, aumentam as chances da forma hemorrágica da doença, que é grave e pode levar o paciente à morte. “O pior é que ele estuda em um lugar, trabalha em outro e não tem como protegê-lo”, diz.
Leishmaniose
Também foi confirmado ontem mais um caso de leishmaniose visceral em humanos em Bauru, elevando para 18 o total de pessoas que contraíram a doença neste ano na cidade. O paciente, um homem de 33 anos que mora no Jardim Carolina, está em tratamento no Hospital Estadual (HE) de Bauru.
No ano passado, foram 32 casos de leishmaniose e quatro mortes em Bauru. A doença, transmitida pelo mosquito-palha, que se procria em material orgânico em decomposição, também continua causando morte entre cachorros.
Um deles foi o poodle da psicóloga Maria Luiza Domingues, que mora nos Altos da Cidade. “Ele teve de ser sacrificado e o pior é que temos outros três que estão sob suspeita”, conta ela, que reclama do Centro de Controle de Zoonoses. “Quando soube da doença, liguei lá para pedir que fizessem um alerta sobre a doença aqui na região. Disseram que iriam anotar a sugestão, mas que bloqueios já estavam sendo feitos na periferia. Eu queria que eles tomassem uma providência”, cobra.
A Secretaria Municipal de Saúde, através da assessoria de imprensa da prefeitura, informou que as medidas de combate à doença preconizadas pelo Ministério da Saúde são tomadas nas regiões onde há registros de casos. E que o munícipe pode fazer a reclamação por escrito na Secretaria Municipal de Saúde, que obterá uma resposta e providências, se for o caso.