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Restos mortais queimados impedem o laudo do IML

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte do bebê em Agudos ficou comprometido. Por essa razão, a polícia terá que se basear apenas na versão apresentada pela mãe para definir a causa da morte da menina de apenas dois dias. É que o material necessário - pulmões e vísceras - para determinar a causa da morte foram consumidos pelo fogo.

Segundo o coordenador do IML/Bauru, médico Ivan Segura, não há material suficiente para afirmar se a recém-nascida estava com vida quando foi queimada. “Não há outros meios para detectar isso. Não vamos saber nunca se a criança foi morta antes ou se foi queimada viva.”

O médico arrisca dizer, baseado na história do caso, que o mais provável é que a criança tenha morrido por asfixia ou sufocação. “A quantidade de oxigênio que ela tinha dentro de sacos plásticos era muito pequena.”

Para Segura, se a recém-nascida reagiu foi por pouco tempo. “Ele pode ter chorado, no máximo, 10 minutos. É uma morte rápida.” Na opinião dele, embora o corpo humano seja composto de muita água, a desidratação é rápida. “Eu acredito que a criança, com mais ou menos 3 quilos, tenha queimado em uma hora, fazendo comparação grosseira com um tecido não vivo.”

Conforme o JC divulgou, o rosto da criança era a única parte do corpo praticamente intacta. “O fogo consumiu a parte posterior da cabeça, mas a parte anterior foi preservada. Os dois ossinhos encontrados no quintal da casa não foram analisados”, informou.

De acordo com o médico, o fogo faz com que os ossos se soltem. “ Do crânio, parte posterior, não tinha mais nenhum osso. Foram reduzidos a cinzas.”

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