Tribuna do Leitor

Quem é bom, já nasce feito


| Tempo de leitura: 3 min

A senhora Maria Dolores Barbosa Gómez foi muito feliz na escolha do título de seu artigo, referindo-se ao nosso amigo José Omar Abdo. Os caminhos de Deus são insondáveis. No dia 24 maio vai fazer um ano que o Omar nos deixou e voltou ao Pai, depois de uma vida dedicada ao bem de seus semelhantes, principalmente aos pequeninos, que tinham em seu coração generoso um lugar todo especial.

Nós, seus amigos, estávamos aqui pensando neste ano de sua ausência, quanta falta ele nos fez e nos faz, e quantas saudades deixou. De repente, a senhora Maria Dolores se lembrou dele e a ele se referiu com muito carinho. Que grande alegria a nossa em saber que também pessoas que não conhecemos se lembram do Omar, de seu trabalho dedicado, de sua competência profissional, do seu amor pelas crianças, de sua amizade de uma grandeza inigualável.

Essa sua afirmação, “Quem é bom , já nasce feito”, associada à pessoa do Omar é a melhor homenagem que poderíamos prestar à sua memória. “Quem é bom ..” Bom no sentido de competência profissional, que marcou toda a sua vida de médico pediatra, porque ele conhecia as pessoas além das aparências. Ele auscultava com o coração, com a alma. Ele sabia ler no coração das crianças, porque ele mesmo tinha um coração de criança. Eis o grande segredo!

O Omar jamais se enriqueceu materialmente, mas, em compensação, foi profundamente enriquecido em sua vida espiritual pelo reconhecimento e gratidão de todos aqueles que dele precisaram. Jamais faltou a alguém. Nunca se ouviu dizer que ele tenha deixado de atender a alguma pessoa, especialmente às crianças. Elas sempre foram a sua paixão, especialmente as crianças pobres da periferia. Ele sempre as chamava carinhosamente de seus “pobres de Javé”.

“Quem é bom ... “ Bom filho, bom esposo, bom pai, bom amigo. Quem é bom já nasce feito. Assim nasceu o Omar! Neste momento em que relembramos um pouco do muito que foi a sua vida, permitimo-nos sugerir às autoridades municipais, que perpetuem a sua memória “batizando” um Posto Médico de Atendimento Infantil com o seu nome. O simples fato de ostentar o seu nome - digno, honrado e exemplar -, o seu espírito humanitário certamente marcará todo trabalho que aí for realizado com uma aura de santidade e respeito no atendimento aos pequeninos.

Mais do que uma homenagem ao Omar, esse gesto significará uma homenagem a todas as crianças, especialmente aos seus pobrezinhos de Javé, carentes de assistência, espalhados pela imensidão do Brasil.

Por fim, à senhora Maria Dolores Barbosa Gómez, os agradecimentos dos amigos do Omar que, graças à sua lembrança, puderam também, mesmo singelamente, prestar a sua homenagem àquele que foi e continua sendo o amigo querido de todas as horas.

Nem o tempo, nem a distância, nem outra dimensão, separa aqueles que, um dia, nas ENS, se reuniram em nome de Cristo porque, na verdade, o que importa não é a presença material, mas o mais importante mesmo é a presença espiritual. O Senhor nos abençoe e nos guarde sempre.

Alba e Braz keichu kiatake

Comentários

Comentários