Teerã- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse ontem que não se sentiu “preocupado” com o desprezo do governo americano à carta enviado por ele - a primeira comunicação direta entre um líder iraniano e um presidente americano desde 1979. “Se eles [os EUA] escolheram não responder à nossa questão, é problema deles”, afirmou, acrescentando que sentia ter tomado a melhor decisão ao mandar a correspondência.
Autoridades dos EUA afirmaram que não responderiam à carta, alegando que o documento não continha nada de concreto e se trataria apenas de uma tentativa de desviar o debate enquanto o Conselho de Segurança (CS) da ONU examina que medidas tomar quanto ao programa nuclear iraniano.
Os EUA pressionam para que o Conselho de Segurança imponha sanções ao Irã e defendem que o programa de Teerã de enriquecimento de urânio tem fins militares. Ahmadinejad reafirmou nesta quarta que o programa nuclear do seu país é “totalmente pacífico”. Ele disse que o Irã tem todo o direito de possuir a tecnologia nuclear e que o país não irã voltar atrás no programa de enriquecimento de urânio.
Indonésia
As afirmações de Ahmadinejad foram feitas durante encontro com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, em Jacarta. Em entrevista coletiva ao lado do colega, Yudhoyono declarou seu apoio ao Irã: “A Indonésia acredita que o programa nuclear do Irã é pacífico e que todos os problemas relacionados a ele podem ser resolvidos de forma apropriada, com um trabalho diplomático que reúna todas as partes da comunidade internacional”.
Os dois presidentes vão assinar acordos de cooperação energética no valor de cerca de US$ 600 milhões (472 milhões de euros), segundo a imprensa local. De acordo com o jornal “The Jakarta Post”, o acordo prevê a construção de uma refinaria em Java, com capacidade para 300 mil barris de petróleo por dia.