O GOL NO FIM PODE COMPLICAR
O São Paulo não foi bem em seu primeiro mata-mata da Taça Libertadores. Mais do que a derrota para o Estudiantes, o fato de não ter marcado gol no campo do adversário pode dificultar a vida do Tricolor para o jogo de volta, marcado somente para depois da Copa do Mundo. Foi a terceira derrota do São Paulo na competição continental deste ano. O resultado agora obriga o São Paulo a vencer no Morumbi por uma vantagem de dois gols para chegar à semifinal. Caso vença por 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. O Estudiantes se classifica até mesmo com derrota por um gol de diferença, desde que balance a rede no Morumbi. Antes do início da partida, os são-paulinos sentiram na pele a pressão argentina. O goleiro Rogério Ceni tentou começar o aquecimento, mas logo foi atingido por alguns torcedores e desistiu de se preparar melhor para o jogo. Quando a bola começou a rolar, a violência deixou as arquibancadas do estádio de Quilmes e foi para dentro de campo. De cara, Braña recebeu o cartão amarelo, e em seguida, Pavone e André Dias se agrediram e foram expulsos. O São Paulo chegou a ser melhor do que o Estudiantes e tomou o gol a 4' do fim, mas o resultado de 1 a 0 foi justo, apesar da arbitragem ruim. Os hermanos baixaram o pau e houve exagero na expulsão de Lugano. Mas quase ao término do primeiro tempo, a defesa brasileira fez linha de impedimento após a cobrança de uma falta, e o lateral Alvarez desviou para as redes. O árbitro chileno anulou. Para mim foi gol legal.
INTER PREGA NAS ALTURAS
No outro jogo de quarta-feira, pela Libertadores, faltou gás ao Internacional no segundo tempo, e com isso, perdeu de virada para a LDU. O Colorado começou bem o jogo, mas sofreu os efeitos da altitude de Quito - quase três mil metros. Apesar do tropeço, o Inter não chega em total desvantagem na partida de volta, que será disputada somente depois da Copa do Mundo. Vitória de 1 a 0 classifica o time gaúcho.
DE VOLTA
Roberto Carlos admitiu que está cansado da pressão do Real Madrid e que deve deixar o clube espanhol após o final da temporada 2005/2006. O lateral-esquerdo também declarou sua vontade de voltar ao futebol do Brasil. O atleta de 33 anos, titular absoluto da Seleção Brasileira, já disse que pretende atuar pelo Santos, clube do seu coração, ou pelo Palmeiras, onde passou a ser conhecido nacionalmente. Alguns clubes do futebol europeu, como o inglês Chelsea e o turco Fenerbahçe, também estariam interessados em contar com Roberto Carlos.
PERTO DO PARAÍSO
Sertãozinho, 100 mil habitantes, 15 quilômetros de Ribeirão Preto, está em festa com a grande possibilidade do Touro dos Canaviais subir para a Primeira Divisão. O Sertãozinho lidera o grupo B da fase decisiva da Série A2 e se vencer o Palmeiras B, sábado, ficará a um passo do grupo de elite. Ribeirão (cerca de 600 mil habitantes), que sofre com o Comercial na Segundona e o Botafogo na Terceirona, deve estar mordida com o sucesso do time da cidade vizinha.
O GRANDE FUMAÇA
João Fumaça recebeu uma proposta do técnico uruguaio Dante, para trabalhar num clube da Arábia Saudita. O irmão do Ari Guerreiro e tio do Fumacinha prefere Noroeste e Triagem do que os petrodólares.
MECÂNICO DO PVA
Antes da goleada que o Parquinho levou do Cometa Azul, Teixeira dizia que o time do PVA (Parque Vista Alegre) era uma máquina. Agora a máquina precisa ser consertada. Mais depressa do que imediatamente.
O AMIGO VADÃO
Em 1978, Oswaldo Alvarez (Vadão) veio para o juvenil do Noroeste. Era pupilo do Banha. Foi um jogador meia-boca, mas hoje é um técnico consagrado. Atualmente dirige a Ponte Preta, acho que pela terceira vez. Foi através do amigo Vadão que o Mogi Mirim montou o carrossel caipira em 92. Além do Sapão e da Macaca, o competente treinador trabalhou no Guarani, Atlético-Paranaense, Corinthians e no Japão. Ontem, Vadão deu uma palestra aos alunos de educação física da Unip/Capital.
MEMÓRIA
Copa das Confederações/Arábia Saudita/98: Brasil 0 x 0 Austrália em Ryad. Árbitro: Lucien Bouchardeau (Nigéria). Brasil: Dida; Zé Maria, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio (Doriva), Flávio Conceição, Leonardo e Rivaldo (Denílson); Bebeto e Ronaldo. Técnico: Zagallo. Austrália: Bosnich; Ivanovic, Horvat, Tobin e Lazaridis; Zelic, Foster, Toni Vidmar e Aurélio Vidmar (Tapai); Viduka (Mattheu) e Aloisi (Mori). Técnico: Terry Venables.