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MP pede indenização por ‘máfia do apito’

Folhapress
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São Paulo - O Ministério Público (MP) de São Paulo pede na Justiça R$ 34 milhões de indenização pelos prejuízos de consumidores e torcedores com as fraudes da "máfia do apito".

A ação, assinada pela promotoria do consumidor, lista como réus os árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon -acusado de receber propina para fraudar resultados do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Paulista de 2005, respectivamente, favorecendo apostadores -, o empresário Nagib Fayad -acusado de liderar o esquema de apostas e pagar os juízes-, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Paulista de Futebol (FPF).

No caso da CBF e da FPF, o Ministério Público Estadual alega que ambas têm culpa pelas fraudes "quer porque tenham escolhido mal os árbitros e assistentes, ou quer porque não tenham vigiado ou acompanhado a ação deles de forma suficiente a inibir as práticas nocivas".

A ação propõe "responsabilidade solidária" dos réus, ou seja, qualquer um deles pode ser indicado pelo Ministério Público para pagar, no caso de condenação, o valor total da indenização.

O dinheiro iria para um fundo coordenado pelo Ministério Público Estadual que financia projetos em favor do consumidor.

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