Internacional

Liga Árabe desiste do depósito de salários atrasados há 60 dias da ANP

Folhapress
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Palestina - A Liga Árabe desisitiu do plano de depositar os salários dos funcionários da Autoridade Nacional Palestina (ANP), atrasados há dois meses, diretamente em suas contas, devido ao medo de bancos internacionais e da região de sofrer represálias dos Estados Unidos se fizerem a transferência.

Hanna Amireh, membro do comitê executivo da Organização para Libertação da Palestina (OLP), confirmou o fracasso do plano sem oferecer explicações, mas diplomatas ocidentais disseram ao jornal israelense “Haaretz” que bancos da região se recusaram a efetuar os depósitos.

O Hamas esperava que a Liga Árabe, cuja sede fica no Cairo, conseguiria driblar o boicote depositando cerca de US$ 70 milhões diretamente nas contas dos servidores. O governo controlado pelo grupo terrorista tem dívida de US$ 1,3 bilhão e não conta com fonte de renda para pagar os salários de seus 165 mil funcionários.

Na terça feira o Quarteto de mediação do Oriente Médio - formado por EUA, União Européia, Nações Unidas e Rússia - chegaram a um acordo para criar um mecanismo que permitisse canalizar recursos para ajudar os palestinos, sem passar pelo Hamas. Não ficou claro se esse dinheiro seria usado para pagar salários.

Os bancos da região são particularmente vulneráveis à pressão americana, pois dependem de instituições financeiras dos EUA para suas operações diárias. Sob a lei americana, todo banco que se recusar a colaborar com os EUA no boicote ao Hamas pode ter seus bens no país congelados e o acesso ao mercado financeiro americano negado.

A empresa israelense Dor Alon Energy vai retomar o abastecimento de combustível aos territórios palestinos, que havia sido suspenso devido à falta de pagamento.

O chefe da agência palestina de petróleo, Mujahed Salameh, disse que o acordo foi alcançado depois de o presidente palestino, Mahmoud Abbas, ter garantido por escrito que a dívida seria quitada em dez dias.

O corte no fornecimento ameaçava aprofundar as dificuldades econômicas e mergulhar os territórios palestinos numa grave crise humanitária.

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