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Munícipe representa apenas 5% no descarte ecológico de lâmpada

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

As lâmpadas fluorescentes são utilizadas em empresas, indústrias, residências e departamentos públicos todos os dias, mas o descarte correto do material ainda é pouco comum aos bauruenses. Ontem, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), através de uma empresa de Bauru, fez a trituração e descontaminação de 3 mil lâmpadas fluorescentes. Mas apenas 5% delas foram entregues pelos munícipes. Eles precisam pagar R$ 0,50 por unidade para entregar as lâmpadas.

As empresas de Bauru também precisam arcar com a despesa, mas foram as que mais colaboraram: 65% do montante descartado. Outros 35% vieram de órgãos da prefeitura. Foi o primeiro descarte deste ano, mas o projeto é desenvolvido desde 2005 pela prefeitura. As lâmpadas foram armazenadas por nove meses.

Segundo o agente administrativo da Diretoria de Limpeza Pública da Emdurb, Nivaldo Aparecido Rio Peres, a população é convidada a participar da campanha através de divulgação na mídia. Empresas da cidade, munícipes e órgãos da prefeitura participam do projeto entregando as lâmpadas fluorescentes à Emdurb.

Peres explica que o valor cobrado por lâmpada entregue é utilizado para pagar a empresa contratada para fazer o descarte ecológico. “Emitimos uma guia de receita que tem valor fiscal para a pessoa. No final do projeto, a empresa que faz o descarte emite um certificado para cada munícipe informando-o que participou da ação”, explica.

O intuito do projeto é preservar o meio ambiente e evitar acidentes com os coletores de lixo. “Tínhamos um grande número de acidentes com os coletores antes do projeto porque as lâmpadas eram colocadas em lixo comum. O corte é de difícil cicatrização”, conta Peres. Os coletores são orientados a não pegar as lâmpadas que estiverem no lixo comum.

A lâmpada fluorescente é formada por vidro, alumínio, pó de fósforo (responsável pela cor branca do material) e vapor de mercúrio. Este último é o material que pode causar prejuízos ao meio ambiente. A máquina que faz o descarte da lâmpada tritura o material, que é separado em compartimentos. O pó de fósforo e mercúrio, a princípio, ficam em suspensão. O vidro é depositado no fundo do tambor. Depois, o vapor de mercúrio fica retido em carvão ativado e inerte. Depois, o mercúrio é enviado ao aterro, em Paulínia (no interior do Estado). O vidro é encaminhado a empresas recicladoras.

O técnico da empresa responsável pelo descarte das lâmpadas, Raphael Barduzzi, explica que os prejuízos do mercúrio no meio ambiente são muitos. “No estado vapor, o mercúrio é prejudicial para quem quebra uma lâmpada porque ele se aloja no pulmão. O mercúrio fica acumulado e começa a atingir o sistema nervoso central”, conta. Tremores pelo corpo e problemas cerebrais são exemplos de sintomas de doenças por intoxicação por mercúrio. Ele também contamina o solo e a água. “Quem vier a se aproveitar da água ou da cultura que for retirada do solo também pode se contaminar”, explica.

• Serviço

A Diretoria de Limpeza Pública da Emdurb está localizada na rua Manoel Garcia 1-80, atrás da regional Centro. O telefone de contato é 3232-8449. A entrega das lâmpadas mediante pagamento de R$ 0,50 pode ser feita de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

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