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Metalúrgicos anunciam paralisações nas cinco fábricas da Volkswagen no País

Folhapress
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São Paulo - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, disse ontem que os trabalhadores das cinco fábricas da Volkswagen no Brasil farão "paralisações de advertência" a partir da semana do dia 22.

De acordo com o sindicalista, as ações serão pontuais, somadas a manifestações públicas, atingindo uma unidade por vez. "Não vamos divulgar o calendário para que a empresa não se previna, mas as ações servem para alertar a sociedade de que o plano da Volks é de precarização do trabalho", disse Feijóo.

A Volks anunciou que devido ao dólar desvalorizado deverá cortar os custos com pessoal em 25% até 2008 e pode fechar uma das cinco fábricas. Segundo sindicatos, a empresa planeja demitir 5.773 dos 22 mil funcionários no Brasil. A empresa não confirma o número, mas admite "milhares" de cortes. Ele não descartou a possibilidade de uma greve por prazo indeterminado envolvendo as cinco unidades da empresa.

O presidente do sindicato esteve reunido ontem com os sindicalistas Carlos Alberto Grana e Eleno Bezerra, presidente das confederações de trabalhadores metalúrgicos ligados à CUT e Força Sindical, respectivamente. Feijóo disse que vai agendar reuniões com os governos estadual e federal. Para ele, ambos podem colaborar com incentivos ao setor, mas sem um plano específico para a empresa.

O sindicalista disse que ainda que a Volks quer adotar "padrão chinês de trabalho". "Dormir dentro da fábrica, ganhar pouco e não reclamar", foi a descrição feita por Feijóo para tal padrão. O presidente do sindicato afirmou, ainda, que um mapeamento dos fornecedores está sendo realizado com o intuito de realizar o que chamou de "ação no setor produtivo".

O exemplo dado por Feijóo foi a paralisação de fornecedoras de autopeças, "de preferência, aquela que estiver com o estoque bem baixo". Procurada, a assessoria de imprensa da empresa no Brasil não quis se manifestar. Já o chefe de pessoal da Volks na Alemanha, Horst Neumann, afirmou ontem que os empregados devem saber que seus empregos não estão garantidos porque a empresa corre o risco de não ser competitiva e precisa aumentar a utilização da capacidade instalada.

No mundo, a Volks planeja fazer cerca de 20 mil demissões.

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