Economia & Negócios

Procon sugere ‘vistoria' detalhada

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

Antes de bater o martelo, o consumidor deve tomar alguns cuidados essenciais quanto às condições externas e internas do veículo, para não ficar no prejuízo depois.

O coordenador do Procon em Bauru, Amauri Roma, orienta as pessoas a checar o estado dos pneus, da pintura e lataria, dos acessórios internos, como estofado dos bancos, botões, buzina, direção entre outros aspectos. Consultar um mecânico de confiança também é recomendável, alerta.

“Essas precauções são extremamente importantes porque depois que o veículo foi comprado, os defeitos visíveis são de responsabilidade apenas do consumidor. Portanto, observar se os pneus estão carecas ou a lataria riscada, são cuidados básicos”, orienta Roma.

Ele também ressalta que a checagem minuciosa de toda a documentação do carro é indispensável. Dessa forma, segundo aponta, o consumidor não corre o risco de ser enganado.

“Essa pesquisa pode prevenir surpresas como multas, por exemplo. Também é importante que a pessoa se atente com o prazo para a transferência, que é de 30 dias no máximo. Outro ponto importante é colocar no papel qualquer oferta da empresa vendedora e exigir o contrato de garantia para eventuais defeito ocultos de, no mínimo, três meses”, completa Roma.

Prazos

De acordo com Fernando Vieira de Mello, gerente de vendas de uma concessionária de veículos em Bauru, os planos de financiamento aprovados na loja variam muito em relação aos prazos de pagamento. Segundo ele, quem financia carros zero quilômetro, em geral, prefere parcelamentos em até 24 vezes. Já quem opta pelos seminovos, costuma dividir o valor total em 48 meses. O plano máximo na concessionária é o de 60 pagamentos.

Mello também informa que as parcelas de quem compra veículos novos variam entre R$ 600,00 e 800,00, enquanto de quem faz a opção pelos usados, fica entre R$ 350 e 500,00. A taxa de juros varia de 0,99 a 2,39% ao mês.

“Não recomendo a ninguém assumir um financiamento com mais de 36 parcelas. É preciso dar um pulo de cada vez, isto é, trocar o carro aos poucos para ter um veículo sempre atualizado sem se endividar ao ponto de não conseguir pagar. O prazo muito longo não é vantajoso porque, quando você acaba de pagar, o carro está muito desatualizado e desvalorizado”, frisa o gerente.

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Mais de R$ 700,00 por mês

A comerciante Silvia Cristina Pereira de Andrade paga R$ 763,00 por mês do financiamento de um carro Zafira, modelo 2001, que adquiriu no ano retrasado. Ela parcelou R$ 15 mil em 36 vezes e só deve concluir o pagamento em outubro de 2007. O valor total do veículo é R$ 40 mil, mas deu de entrada seu outro carro, um Brava, que na época valia R$ 26 mil.

“É uma grande besteira financiar o carro, porque você acaba pagando o preço de dois. Os juros são altíssimos e sobem ainda mais quando o pagamento fica atrasado. Hoje, essas parcelas são minhas prioridades, não posso dar andamento em nenhum outro projeto. Não dá para atrasar. Como não tenho renda fixa, nos meses em que o faturamento é baixo, fico apertada para pagar”, diz a comerciante.

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