Brasília - O ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) acusou ontem o grupo contrário à candidatura própria do PMDB ao Palácio do Planalto de tentar transformar o partido numa “prostituta”. Ele deixou ontem de manhã o hospital Quinta D’Or, onde se recupera de uma greve de fome de 11 dias, para participar da convenção do partido.
Em discurso na convenção extraordinária do PMDB, Garotinho considerou que se o partido não tiver representante na sucessão presidencial será “carimbado como um bando, uma quadrilha. Nos convidam a virar uma prostituta. Num Estado, vamos nos unir aos 40 ladrões, no outro, aos vendilhões da pátria. O PMDB não é uma prostituta. Não pode ir para a cama com qualquer um, a não ser com o povo”, disparou.
Os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP) foram os principais alvos de Garotinho. O ex-governador acusou os dois de tentarem escrever a história do partido “com a caneta das negociatas”. Renan e Sarney deixaram o evento antes de Garotinho chegar. Ambos são contrários a candidatura própria e defensores de uma aliança informal em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois de instigar o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), a se manifestar a favor da candidatura própria, Garotinho recebeu a promessa de que a convenção oficial do partido será no dia 11 de junho. O encontro de hoje é considerado mais político.