Após atos de violência e vandalismo, inclusive contra policiais, cometidos por adolescentes na Praça da Paz, no sábado retrasado, a Polícia Militar registrou poucas ocorrências na noite de anteontem.
Preocupados com a situação, a Polícia Militar aumentou o policiamento no local para fiscalizar gangues de adolescentes, que têm tirado a tranqüilidade de populares, comerciantes e vizinhos. De acordo com o comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar, capitão Jorge Duarte Miguel, a cavalaria da PM, a base comunitária móvel e mais oito viaturas monitoraram a movimentação na praça na noite de anteontem, das 21h30 até as 23h30.
Miguel comenta que cerca de 70 jovens passaram por revista. Destes, cinco menores foram qualificados por ingestão de bebidas alcoólicas e um por porte de bombas juninas de grande poder explosivo. “Anotamos dados e endereço desses menores, apreendemos o material e eles foram liberados. Desta vez, não houve brigas ou ação de gangues”, afirma.
O chapeiro Robson Moreira Santana, 20 anos, que trabalha em um trailer de lanches na praça, comenta que alguns clientes até deixaram de freqüentar o local por receio da onda de violência. “Quem trabalha, quem passa ou quem mora por aqui, fica assustado. Sempre saem brigas, mas ontem (anteontem) foi mais calmo”, salienta.
Ruth Lacerda, 37 anos, moradora em uma rua próxima à Praça da Paz diz que há mais de dois meses não passa nem perto do local à noite. “Antes, eu levava meus filhos para brincar na praça, para comer um lanche, mas hoje não dá mais. Esses jovens precisam de educação e outras opções de lazer para parar com esta baderna”, acredita.
Mesmo com esta “trégua” dos vândalos, o policiamento nas imediações da praça será mantido, de acordo com Miguel.
Há cerca de uma semana, jovens atiraram pedras e garrafas contra policiais e viaturas que tentavam evitar o consumo de bebidas alcoólicas e conflitos entre gangues na Praça da Paz.