A crise no sistema prisional no Estado de São Paulo e no Brasil é tão grave que, na avaliação de Nilson Giraldi, é necessário montar uma comissão com representantes das polícias Federal, Militar, Civil, Rodoviária, agentes penitenciários, guardas municipais e dos governos federal, estadual e municipal para estudar o problema na segurança pública e, em seguida, propor soluções. “O problema é tão complexo, tem tantas variantes, que nenhum especialista sozinho tem condições de apontar soluções”, opina.
O controle da violência, afirma, exige uma dezena de medidas. “O sistema prisional está superlotado e não recupera o preso; a polícia não tem efetivo e equipamentos necessários e atua só nas conseqüências e não nas causas; as leis penais estão defasadas...; E temos os fatores sociais: faltam empregos, educação, lazer, esporte. Tudo isso leva à criminalidade”, enumera. E compara: “Estamos enxugando a água de uma torneira aberta”.
Giraldi frisa que medidas isoladas, como a instalação de interceptores de sinal de telefone celular em presídios, de nada adiantam. Diante deste cenário, ele avalia que não há como estimar qual tempo seria necessário para reverter a situação se hoje forem tomadas medidas sérias e amplas para combater a criminalidade. “Essa comissão que defendo que tem de ser formada teria de estabelecer prioridades e elas serem efetivadas de fato”, finaliza.