Regional

Familiares falavam ao celular com presos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

Os presos realmente têm telefone celular dentro dos presídios da região. Ontem, familiares de detentos que estavam no portão de acesso do complexo onde estão as penitenciárias 1 e 2 de Pirajuí falavam com seus parentes pelo aparelho, sem esconder-se da reportagem. As visitas, a maioria mulheres, procuraram acalmar seus parentes, afirmando que iriam tentar agilizar a negociação para o fim da rebelião.

Dois advogados e um pastor da Igreja Batista de Pirajuí foram chamados, a pedido dos presos, e chegaram a entrar no complexo penitenciário. O objetivo seria que eles acompanhassem as negociações. Porém, menos de meia hora depois, os três saíram afirmando que não puderam negociar com os detentos.

A reportagem apurou que os presos rebelados queriam que a Tropa de Choque da Polícia Militar deixasse o complexo como parte das negociações, o que não foi aceito. De acordo com o advogado Roberto Viscainho Carretero, a orientação dada pela polícia foi de que a negociação seria feita diretamente entre o Comando da PM e os detentos.

“As negociações vão ser entre eles (PM) e os sentenciados. Se a negociação prosseguir e ir até o final tranqüila, com eles (presos) liberando reféns, podemos ser novamente contatados para voltar e acompanhar este trâmite”, explicou.

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