Internacional

Ataques deixam ao menos 29 mortos

Folhapress
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Bagdá - Cerca de 29 pessoas morreram - entre elas, dois soldados britânicos - e ao menos 50 ficaram feridas anteontem em ataques na região de Bagdá, em um dos dias mais violentos desde o início da crescente onda de violência no país, no final de fevereiro.

Catorze pessoas morreram e ao menos seis ficaram feridas quando um suicida detonou dois veículos lotados de explosivos que estavam estacionados perto de uma base militar na área do aeroporto internacional de Bagdá, segundo um comunicado da força multinacional. O alvo do ataque seriam iraquianos aglomerados em um estacionamento próximo da base, na região oeste de Bagdá, de acordo com o comunicado.

Na rua Palestina, uma das mais movimentadas de Bagdá, cinco pessoas morreram e outras oito ficaram feridas - entre elas, um policial - após a explosão de uma bomba que visava atingir uma patrulha da polícia iraquiana, segundo o Exército.

No distrito de Jisr Diyala, sul de Bagdá, a explosão de outra bomba em um mercado lotado matou três pessoas e feriu outras 15, de acordo com a rede de TV americana CNN. Também ontem, um policial iraquiano morreu e cinco civis ficaram feridos após uma explosão que atingiu a patrulha de polícia localizada na rua Al Mughrab, no norte de Bagdá, segundo informações do Ministério iraquiano do Interior.

Outra bomba explodiu em Tayaran Square, no Centro da capital, ferindo sete civis. O ataque - que visava uma patrulha da polícia iraquiana - não atingiu seu alvo.

Dois soldados britânicos também morreram e um terceiro ficou gravemente feridos, após um ataque a bomba no Sul do país.

A bomba foi detonada durante a madrugada, atingindo um comboio militar que realizava uma patrulha em Basra (norte), segundo o porta-voz do Exército britânico. Vários outros soldados ficaram feridos no ataque - ao menos um deles com gravidade. O atentado aconteceu uma semana depois que um helicóptero militar britânico caiu em Basra, matando as cinco pessoas a bordo. O Exército investiga se o helicóptero foi abatido.

Também na região de Bagdá, dois seguranças do Ministério do Interior foram mortos em uma explosão, quando retornavam para a capital. Os dois guardas viajavam sozinhos. Homens armados abriram fogo contra uma padaria no bairro de Saydiya, noroeste de Bagdá, matando dois funcionários que trabalhavam no local. Outras duas pessoas ficaram feridas.

Bombas colocadas anteontem em quatro mesquitas xiitas da região de Wajihiya, próximas de Baquba, destruíram o mausoléu dos imãs Jaber Bin Ali al Hadi, Abdullah bin ali al Hadi e Abu Habib, além da mesquita de Shimiyar. Em Balad Ruz, leste de Bagdá, uma quinta mesquita xiita também sofreu um ataque a bomba.

Em Kanan, na mesma região, a mesquita de Tamim foi destruída por bombas plantadas no local ontem por um grupo de homens armados. Não houve registro de feridos nos ataques contra as mesquitas. A onda de violência sectária cresce no Iraque após um ataque realizado em 22 de fevereiro contra uma mesquita xiita em Samarra - o terceiro local sagrado xiita no Iraque.

Os ataques ocorridos no país desde então já mataram mais de 1.000 pessoas apenas no mês de abril. Os ataques de ontem aconteceram no mesmo dia da reunião do Parlamento iraquiano. O premiê designado, Nuri al Maliki, deve apresentar seu gabinete em um prazo de oito dias.

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