Polícia

Documento revela ações criminosas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Um documento que circulou há mais de 30 dias entre autoridades responsáveis pela segurança pública, incluindo diretores de presídios de todo o Estado de São Paulo, dava conta das ações programadas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo uma fonte que passou informações à reportagem e que por motivos de segurança está sendo mantida em sigilo, as ações estavam programadas para começar na última sexta-feira. Contudo, o plano teria caído no descrédito porque o governo estadual apostou que nada seria feito às vésperas do Dia das Mães.

As ações criminosas que se concretizaram em parte foram conhecidas através de uma escuta telefônica, transcrita e documentada. As informações dão conta de que o movimento tinha metas a cumprir em todo o Estado.

Devidamente enumeradas, as determinações partiram do comando da facção criminosa e, segundo consta, estão sob o “gerenciamento” de um marginal conhecido por “Moreninho,” até ontem não identificado em nenhum presídio estadual.

De acordo com a fonte, “Moreninho” deve ter sido uma denominação recente criada para um marginal experiente, que estaria no comando de todas as ações e com a incumbência de cumprir as metas traçadas pela facção.

Ainda segundo a fonte, a primeira ordem do PCC foi para metralhar as portas das unidades prisionais, bases da Polícia Militar e Civil. Em seguida, em atos contínuos, os integrantes deveriam: atacar ônibus e outros meios de transporte; matar agentes e policiais; os presos do regime semi-aberto deveriam abandonar os presídios no último final de semana; explodir o comitê do PSDB, mas não especificaram qual deles; roubar bancos para angariar fundos para as ações a serem praticadas; atacar fóruns e colocar bombas no metrô da Capital.

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