Regional

Situação volta ao normal em outras penitenciárias

Por Adilson Camargo | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

A exemplo do que ocorreu nas penitenciárias de Pirajuí, ontem a situação voltou ao normal também em Reginópolis, Marília, Assis e Álvaro de Carvalho. No início da noite de ontem a situação foi controlada nas duas últimas penitenciárias rebeladas: o Centro de Detenção Provisória de Hortolândia e a penitenciária de São Vicente.

Os sete agentes que eram mantidos reféns nas penitenciárias 1 e 2 de Reginópolis foram liberados no final da tarde. Foi a primeira rebelião registrada na cidade. Os presídios foram inaugurados em outubro de 2004. Juntos, eles abrigam mais de 2.200 condenados - cerca de 700 a mais do que a capacidade normal.

Para evitar possíveis ataques, a polícia da cidade tomou algumas precauções para reforçar a segurança, como o isolamento da rua onde estão os prédios policiais. Viaturas com homens armados vigiavam os locais o tempo todo.

Em Marília, a rebelião acabou por volta das 17h, quando foram liberados os seis reféns. Mas, antes da rendição dos presos, a cidade viveu momentos de tensão. No domingo à noite, um ônibus circular foi assaltado e incendiado por três homens armados.

Na mesma noite, uma base comunitária abandonada da Polícia Militar foi alvo de dois ataques. Quatro homens, usando motocicletas, foram os responsáveis pelo primeiro ataque. Eles dispararam três tiros contra a base. A polícia foi avisada, houve perseguição a um grupo de suspeitos. Em uma troca de tiros, um dos disparos atravessou o vidro da viatura e os estilhaços atingiram um policial.

Antes de Marília, as penitenciárias de Assis e Álvaro de Carvalho já haviam encerrado as rebeliões. A primeira a contornar os problemas foi a de Assis. Os cerca de 1.000 detentos fizeram 13 reféns e só recuaram por volta do meio-dia. Em Álvaro de Carvalho, a rebelião demorou um pouco mais para terminar. Ela foi encerrada às 14h30. A penitenciária da cidade foi uma das poucas onde não houve reféns.

Mais incêndio

Em Botucatu não existe penitenciária, mas a madrugada de ontem foi violenta. Um ônibus da empresa Auto Ônibus Botucatu foi incendiado no Jardim Peabiru. A polícia prendeu quatro pessoas, entre elas dois adolescentes e um fugitivo do presídio de Getulina. Os bandidos dispararam tiros e lançaram um coquetel molotov contra uma base da Polícia Militar instalada numa escola do Peabiru. Duas viaturas da Polícia Civil foram incendiadas no 3.º Distrito Policial.

O Plantão Permanente da Polícia Civil foi alvo de oito tiros. Os marginais usaram um carro roubado, pouco antes, na rua General Telles, de um casal que assistia a uma missa. A Polícia Rodoviária prendeu duas mulheres com seis celulares, em um ônibus de visita a presidiários de Pirajuí. Escolas da cidade dispensaram os alunos do período noturno.

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