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Agências bancárias são atacadas com bombas

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Em razão de ataques com bombas caseiras e armas de grosso calibre, algumas agências bancárias fecharam as portas ontem. Na Grande São Paulo, pelos menos 12 agências de bancos como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Unibanco foram atingidas entre a noite de domingo e a madrugada de ontem.

O HSBC teve um caixa eletrônico atacado. Outras agências, mesmo sem ser atingidas, não abriram por falta de agentes de segurança, que não conseguiam chegar porque muitos ônibus não circularam. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) repudiou a onda de violência em nota oficial. "São uma afronta ao Estado de direito e à cidadania'', diz o texto.

Quatro agências do Itaú foram atingidas - duas delas não abriram, no Capão Redondo e em Taboão da Serra. A agência do Banco do Brasil na rua São Silvestre (zona sul) também não funcionou. Na porta, um aviso: "Agência temporariamente fechada, não temos previsão de retorno".

No Itaú da rua Vicente Pinzon, na Vila Olímpia, um coquetel molotov foi jogado. O banco, com marcas do fogo na fachada, ficou fechado até as 12h. Segundo vigias de prédios próximos ao local, por volta de 23h35 um automóvel Fiesta preto parou em frente ao banco e atirou uma garrafa em chamas. Em seguida, outra garrafa foi jogada em uma agência desativada do Bradesco, a poucos metros dali, mas não explodiu. Um dos ocupantes do carro, então, desceu e atirou contra um vigia de um prédio que havia visto a cena. Pelo menos nove tiros foram disparados e dois acertaram uma cadeira -nenhum atingiu o segurança, que correu. "Não há mais lugar seguro em São Paulo. Está todo mundo ligando para cá, preocupado. É o assunto do dia", diz o prestador de serviços Odair Gonçalves, 55 anos, que trabalha no prédio alvejado.

Paulo Alves, que faz atendimento no Bradesco da Vila Olímpia, trabalhou sob tensão. "Se gritarem para ir para o chão, vamos para o chão sem pensar duas vezes. Trabalhamos com um olho lá (na rua) e outro cá (na agência)." No Bradesco da rua São João Clímaco (zona sul), havia pelo menos 25 buracos de balas. Mesmo assim, a agência funcionou normalmente. "Medo eu tenho. Se pudesse, ficaria em casa. Mas tenho conta para pagar e, mesmo com esse caos, o governo não vai me dar mais prazo. Depois, ainda cobrará juros", disse a autônoma Doralice Andrade Pereira, 34 anos

A Febraban "entende que o governo, nas suas várias instâncias, deve agir com firmeza e rigor contra a onda de violência."

Trabalho normal

As agências e serviços bancários funcionarão normalmente hoje em São Paulo, segundo a entidade. A federação divulgou nota no início da noite de ontem para negar os rumores de que os bancos poderiam fechar por conta da onda de violência na cidade.

A Febraban afirma que, mesmo ontem, dia marcado por rumores e boatos, as agências bancárias funcionaram normalmente na cidade. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região solicitou à Febraban o reforço da segurança nas agências bancárias.

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