Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou irregularidades em 47,5% das obras fiscalizadas dentro da Operação Tapa-Buracos, o programa federal de recuperação de estradas. O tribunal fiscalizou 103 obras, o equivalente a 40,4% do total executado.
O programa para recuperação das estradas foi lançado em dezembro e previa R$ 440 milhões para recuperar emergencialmente 26,5 mil quilômetros de rodovias em seis meses. Modificado, ficou com mais verbas (quase R$ 500 milhões) para recuperar menos estrada (25,9 mil quilômetros).
As irregularidades encontradas em 47,5% das obras podem levar à paralisação dos trabalhos, segundo o TCU. Em apenas 7,9% das obras o tribunal não encontrou quaisquer irregularidades.
O tribunal detectou que, na obras de reparação que tiveram licitação dispensada sob alegação de que os trabalhos tinham urgência, em pelo menos 8,3% dos casos as estradas estavam sob "boas condições de tráfego em toda a sua extensão".
Em obras onde foi utilizado crédito extraordinário do governo -condição exclusiva casos de "urgência e imprevisibilidade- o tribunal verificou que em 37,7% dos casos o trecho rodoviário estava em "boas condições de tráfego", não justificando a utilização dos recursos suplementares aplicados pelo governo.