Regional

Presídios contabilizam os prejuízos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de enfrentar, anteontem, uma rebelião que durou 12 horas, a cadeia pública de Ipaussu foi interditada. O local foi danificado pelos presos rebelados, que foram transferidos para outras unidades da região. As dependências das penitenciárias de Reginópolis e Pirajuí também foram danificadas durante as rebeliões do último fim de semana.

A cadeia de Ipaussu foi interditada ontem. Segundo a Polícia Militar (PM), todo o arquivo da delegacia foi queimado pelos presos e as grades de proteção foram danificadas. Com exceção do preso Antônio Carlos Domingues, que conseguiu fugir durante o motim, todos os demais foram transferidos para outras unidades prisionais da região.

A Polícia Técnica de Ourinhos esteve ontem no local para fazer um levantamento dos estragos. A área onde funcionava a delegacia deve voltar a operar a partir de hoje. A cadeia abriga quatro celas e agora deve passar por reformas. Não há prazo para que ela voltar a funcionar.

Em Reginópolis, de acordo com o sargento Marcelo Rodolfo Corce, todos os detentos das duas unidades penitenciárias da cidade foram recolhidos para suas celas, após o fim da rebelião. No entanto, a revista dos presos, segundo ele, até ontem ainda não tinha sido realizada. “Está sendo agendada talvez para amanhã (hoje)”, explica o sargento, ressaltando que a Polícia Técnica foi solicitada para averiguar os estragos provocados pelos presos durante a rebelião.

Depredações

“Eles solicitaram a (polícia) técnica porque (os detentos) andaram depredando o local”, disse. Segundo ele, os estragos se concentraram mais na escola e na enfermaria das unidades. Além disso, uma máquina pertencente a uma indústria que funciona dentro da penitenciária, também teria sido danificada pelos presos durante a rebelião. Os raios, locais onde ficam as celas, não sofreram muitos danos, conforme informou o sargento.

Em Pirajuí, a Polícia Militar informou que os prejuízos decorrentes das rebeliões ainda estão sendo avaliados pela direção das duas unidades. De acordo com a PM, a unidade 1 do complexo penitenciário de Pirajuí não sofreu grandes estragos. Por outro lado, a unidade 2 foi bastante atingida, inclusive as câmeras do sistema de segurança.

Uma revista prévia foi feita anteontem à tarde nas duas unidades de Pirajuí, mas uma busca mais detalhada à procura de armas e celulares ainda deve ser feita. A revista na P1 teria sido executada pelos agentes penitenciários sem a ajuda da PM. Na unidade 2, segundo a polícia, a direção solicitou o acompanhamento dos policiais durante a revista.

A reportagem não conseguiu falar com a direção das penitenciárias de Reginópolis e Pirajuí para precisar os reais prejuízos nessas unidades prisionais.

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