Tribuna do Leitor

A cabeça da cobra


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O que a população de nosso Estado passou nesse fim de semana foi a coroação do “retorno à democracia” pregada em prosa e verso pelos políticos de Brasília a Bauru. Então, democracia é não poder andar na rua, é estar dentro de um ônibus, ser assaltado e em seguida descer para que os protegidos pelos “direitos humanos” o incendiassem. A bem da verdade, quando “não havia democracia”, todo mundo trabalhava, comia, o serviço de saúde era ótimo, o povo podia andar na rua sem medo, etc. etc. etc. Já se descobriu que o PCC e outros comandos foram treinados pelos “presos políticos”, especialistas em seqüestros de embaixadores, assaltos a bancos, colocação de bombas em logradouros públicos, tudo sob a proteção de algumas batinas.

Esses “treinadores” hoje estão no Legislativo, fazendo leis de progressão de pena, de liberação nos dias de Natal, Ano Novo, das Mães, dos Pais, do cachorro, do papagaio, etc. Ao lado disso criou-se através das “benditas” comissões de direitos humanos a norma que o policial tem que apanhar e ser morto pelo marginal, e aí dele se reagir à altura! Tanto que o chefe do PCC disse em alto e bom som: daqui eu mando matar vocês, e vocês não podem fazer nada contra mim. Têm que ficar quietinhos e ainda na reunião com a governança do Estado exige e ganha sanduíche de picanha, com fritas.

Essa é a democracia que nos foi prometida pelos políticos de plantão? Diante dos acordos “perpetrados”, não será surpresa o anúncio de que no último ano da atual administração Marcola estará assumindo o “governo do Estado” e Macarrão a presidência da “Assembléia Legislativa”. Realmente, estamos diante de uma cobra muito perigosa, e deve ser levado em conta o adágio popular: “Antes que o mal cresça, corte-se a cabeça.”

Antonio Miguel Edaes Inete - OAB-SP 32015

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