Política

Tuga faz terror contra servidor, diz Sinserm

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) avaliou ontem á noite, em assembléia, como “ação de terror” a divulgação pela Prefeitura de Bauru do relatório de auditoria que aponta possíveis irregularidades nos pagamentos de benefícios e transposição de cargos de 1.700 servidores. A auditoria foi concluída no final de setembro do ano passado e agora o Jurídico da prefeitura apontou necessidade de abertura de processos para cada caso.

Mas o secretário Jurídico, Emerson Ribeiro da Silva, já adiantou que os casos em que forem identificadas irregularidades vão exigir a suspensão do pagamento de benefícios. Já os servidores que adquiriram estabilidade, até 1991, para cargos em que não prestaram concurso, serão mantidos na administração mas terão que retornar para os cargos de origem.

“Quem criou o monstro do terrorismo não é o sindicato, como a prefeitura tentou nos culpar durante a greve, mas o próprio prefeito com essas medidas anunciadas de forma irresponsável. Se não tem a conclusão dos procedimentos, se terá que analisar caso a caso, por que convocar a imprensa para divulgar relatório de auditoria apontando que 1.700 podem perder benefícios ou a estabilidade?”, questionou a diretora do sindicato Idelma Corral.

O advogado do sindicato, Sandro Fernandes, explicou aos servidores que compareceram à assembléia que o governo quer que retorne ao cargo de origem, do período celetista, existente até 1991, aqueles que foram alçados a cargos posteriormente, sem prestar concurso. “Mas a medida foi adotada através de lei municipal na época e permaneceu assim por quase 16 anos. Agora vem o Tuga dizer que está tudo errado e que esses servidores vão retornar aos cargos de origem? Quem gerou eventuais prejuízos não foi o servidor, que está trabalhando normalmente nas funções desde a época. É terrorismo do governo municipal que quer buscar a eliminação em massa dos servidores. Lembrem que o Tuga já disse que dá pra tocar a prefeitura com 3.200 servidores”, advertiu o advogado.

A entidade deliberou na assembléia realizar manifestação de repúdio à medida de anunciar a auditoria para aterrorizar os servidores e que será solicitada cópia do procedimento ao governo para providências.

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