Internacional

Tufão força retirada de 600 mil pessoas na China

Folhapress
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Pequim - O governo da China teve que deslocar mais de 600 mil pessoas em razão da entrada do tufão Chanchu no sul do país ontem, provocando atrasos em vôos e partidas de embarcações em toda a região. A previsão era de que o Chanchu, com ventos de mais de 170 km/h, alcançasse o continente ao nordeste de Hong Kong, na Província de Guangdong, ainda ontem, depois de matar 37 pessoas ao atingir as Filipinas no último fim de semana.

A televisão estatal chinesa informou que cerca de 320 mil pessoas foram retiradas de suas casas ao longo da costa da Província de Guangdong, enquanto mais de 300 mil foram forçados a se deslocar para a Província vizinha de Fujian.

Nesta época do ano, o sul da China é afetado por tempestades que podem ser catastróficas se atingirem diretamente núcleos urbanos como Hong Kong, Cantão e Shenzhen.

O Departamento de Educação de Hong Kong decretou o fechamento de todas as pré-escolas. Por precaução, o governo chinês pediu aos moradores que mudem seus planos de viajar para as ilhas próximas. “Todos os proprietários de pequenos navios que se encontrem em mar aberto devem buscar abrigo o mais rápido possível”, avisa o comunicado.

O Observatório Meteorológico de Hong Kong informou em seu site que reduziu o alerta pela presença em seu litoral do Chanchu, que se desviou de sua rota inicial. Durante todo o dia de ontem, as autoridades de Hong Kong mantiveram o alerta três, ou de “ventos fortes”, mas no fim do dia optaram por declarar novamente o alerta um. A temperatura na cidade se estabilizou em torno dos 23 graus, e as chuvas são mínimas no centro da ilha de Hong Kong. No entanto, durante o dia, ao menos 55 vôos com destino à China foram cancelados e muitos serviços de transporte marítimo foram suspensos.

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