Cultura

Exposições itinerantes, reformas e parcerias são propostas para recuperar a visitação

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 3 min

A fim de atrair um maior número de visitantes e ganhar representatividade junto à população, os museus têm buscado parcerias e promovido melhorias em sua estrutura física, como as recentes reformas pelas quais passou o Museu Ferroviário.

Depois de quase 20 anos sem sofrer grandes alterações, o prédio - a mais antiga construção preservada de Bauru -passou por correções. O local recebeu nova pintura, restituição da parte elétrica e teve o seu jardim ampliado, onde futuramente será instalada uma lanchonete.

A idéia é estruturar o museu para receber visitas com longa duração. “Há uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, intitulada ‘Museus Sob Investigação’. Primeiramente estamos trabalhando com os professores para que depois eles repassem a importância dos museus aos alunos. Queremos que as pessoas sintam-se à vontade para passar horas nas instituições”, coloca o diretor do Departamento diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Henrique Perazzi de Aquino.

Outra forma de tornar os museus mais atrativos é levá-los à comunidade. Nesse sentido, as entidades têm buscado a integração de suas equipes e a realização de exposições que extrapolam as estruturas físicas dos prédios. “Estamos promovendo parcerias com outras instituições e outras cidades para aproximarmos os museus da população”, coloca Neli Viotto.

Um exemplo desse esforço é a parceria já firmada com o Centro de Memória Regional da Unesp/RFFSA. “Vamos trabalhar em conjunto para a realização de uma exposição em comemoração ao centenário da NOB, em setembro. O Centro vai disponibilizar a documentação e o museu, as peças”, diz Nilson Guirardello.

Além disso, o Museu Histórico deve ganhar uma sede própria. Como o JC já divulgou, a intenção da Secretaria Municipal de Cultura é transferir o acervo para o prédio da antiga estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, onde também funcionaria o futuro Museu da Imagem e do Som.

A Prefeitura enviou todos os documentos necessários para fechar um convênio com a RFFSA, responsável pelo imóvel. “Temos inclusive um projeto realizado por uma estudante de arquitetura. Só estamos aguardando a resposta da rede”, anseia Aquino.

Enquanto espera pelo prédio, o museu está aberto para doações, como a recebida recentemente da família de José Francisco Júnior, o Zé do Skinão. São fotos e documentos do responsável por perpetuar na cidade o famoso sanduíche Bauru. Morto em 2002, a história de Zé do Skinão ganhará uma sala própria no museu em agosto.

O material dos museus também está passando por um processo de informatização, por conta do acordo estabelecido com o Colégio Técnico Industrial (CTI) da Unesp. Os alunos do colégio estão criando um banco de dados, elaborando um site e um CD dos museus, que devem ser apresentados até novembro.

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Para visitar

Museu Histórico Municipal

De terça a sábado, das 9h às 17h. Rua Antônio Alves, 13-31. Informações: (14) 3227-7320.

Museu Ferroviário Regional

De terça a sábado, das 9h às 17h. Rua Primeiro de Agosto, quadra 1. informações: (14) 3212-8262.

Centro de Memória Regional da Unesp/RFFSA

Terças e quartas-feiras, das 9h às 12h. Quintas e sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Informações: (14) 9714-3716 e (14) 3103-6059.

Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica de Bauru e Região

De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h30. Informações: (14) 3235-7108.

Museu de Saúde Silas Braga Reis

Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre os quilômetros 225 e 226. Informações: (14) 3103-5876.

Yauaretê

Rua Manoel Bento Cruz, 11-70. Mais informações: (14) 3227-6347.

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