Visando a concientização para a reciclagem do lixo, a escola municipal de ensino fundamental Alzira Cardoso, levou aproximadamente 70 estudantes da 4.ª série para conhecer o aterro sanitário de Bauru. O mau cheiro, a lagoa de chorume (líquido da decomposição do lixo) e os urubus chamaram a atenção dos alunos.
Curiosos e atentos às explicações de um funcionário da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), os adolescentes tiveram oportunidade de tirar dúvidas e aprender mais sobre a destinação do lixo doméstico e hospitalar da cidade. A visita faz parte de um projeto desenvolvido na escola que tem objetivo de estimular a separação do lixo reciclável pelos estudantes.
Primeiro, os estudantes conheceram um pouco a teoria: são despejados, por dia, aproximadamente 220 toneladas de lixo no aterro. O material chega em caminhões que são pesados e identificados. Eles aprenderam também que o lixo não é depositado em qualquer lugar: existem valas especiais para os lixos hospitalares, por exemplo.
Já quase no meio da visita, os estudantes conheceram uma lagoa fora do convencional. Com aparência repugnante e malcheirosa, a lagoa de chorume surpreendeu os alunos. “É mais poluído do que o rio Bauru”, “Quem cair nessa lagoa morre na hora” e “Que nojo” foram expressões repetidas por vários alunos. Um deles, Felipe Eduardo, nunca tinha visto uma lagoa do tipo. “Não pensei que fedia tanto assim, mas achei legal”, conta.
Washington Calazans, 12 anos, também achou “legal” a lagoa. Durante a visita, ele avaliou que é importante fazer a reciclagem. “A quantidade de lixo seria menor se todos reciclassem seu lixo”, conclui.
Por orientação dos professores, o lixo reciclável da casa dos estudantes e o da própria escola é separado na instituição. Lá, depois de separado em materiais diferentes (latas, papéis, vidros, por exemplo), é vendido para um catador. “É uma maneira do aluno saber de onde vem e para onde vai o lixo doméstico”, explica a coordenadora pedagógica da escola Daniela Negrão.
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Nota
O aterro sanitário de Bauru, que em 2004 e 2005 recebeu nota próxima da máxima, neste ano caiu na avaliação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb): obteve 7,7 em uma escala de 1 a 10. Com isso, deixou de ser classificado como “adequado” para enquadrar-se como “controlado”.
É o que revela o Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares, divulgado recentemente pela Cetesb. A queda na nota foi de 1,8 ponto. Em 2004, recebeu 9,5, mesma nota do ano anterior.