Polícia

Polícia Civil apreende duas centrais telefônicas clandestinas em Bauru

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Duas centrais telefônicas foram apreendidas na madrugada de ontem em Bauru por policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Uma delas, segundo a polícia apurou, era utilizada para que os usuários se livrassem da conta enquanto a outra transferia ligações para presídios.

O caso ainda é mantido sob certo sigilo, devido a onda de ataques e rebeliões comandadas por presos do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o delegado titular da DIG, Silberto Sevilha Martins, é precoce afirmar que as centrais serviam ao PCC. “Para afirmar isso, seria necessário ter mais provas em mãos”, frisa.

De acordo com o delegado, uma das centrais servia a presídios, mas ele não especificou qual. Em Bauru, funcionam duas penitenciárias, um Centro de Detenção Provisória (CDP) e um Instituto Penal Agrícola (IPA) “O caso ainda está sendo investigado. A central transferia ligações para os presos e estava instalada no Parque Bauru”, adiantou.

Na residência onde a central telefônica foi encontrada, segundo a polícia, mãe e filho faziam as transferências de ligações. A polícia pediu a prisão temporária de mãe e do filho, cujas apenas iniciais dos nomes foram divulgadas. São S.V. e S.S.

No mesmo local, a Polícia Civil apreendeu dois notebooks produto de roubo. “Os aparelhos foram apreendidos e o caso será investigado”, afirma o delegado titular da DIG. Ela acha que nesse caso há indícios de vinculação com o PCC, mas nada que esteja comprovado.

Ele acha que seria necessário ter sido realizada escuta telefônica para comprovar que a central telefônica era usada por integrantes do PCC. “Vamos pedir a quebra do sigilo telefônico”, disse Martins.

A segunda central telefônica foi apreendida na Vila Independência. O aparelho também fazia transferência de ligações, mas não há indício de que servia à facção criminosa. Na opinião do delegado, o caso, ao que tudo indica, se encaixa em estelionato. “Eles transferiam ligações para uma linha instalada em um nome fictício para não pagar a conta. A instalação, provavelmente deve ter sido feita com documento falso”, comenta.

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Vigilância reforçada

Bauru saiu ilesa da nova onda de ataques que teria sido anunciada anteontem. Nem ameaças foram registradas pela polícia que, ainda assim, mantém a vigilância reforçada na cidade. Como ocorreu nos últimos dias, continuou alto o número de abordagens realizadas pela Polícia Militar (PM).

Na tarde de ontem, por exemplo, uma equipe da PM esteve no Jardim Vitória para checar a denúncia de que haviam homens armados circulando pelo bairro. A informação não procedia. “Não tivemos transtornos graves. Nossa área é calma em relação a outras áreas do Estado”, diz o capitão Wellington Venezian, coordenador operacional do 4º Batalhão da PM.

Mas por cautela, o trânsito nas imediações das bases comunitárias de segurança continuou restrito ontem, no período noturno. A mesma providência foi adotada pela Polícia Civil. A segurança nos distritos policiais ainda foi reforçada pela presença de investigadores. “O Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto) reforçará o Plantão Policial”, informa o delegado seccional Doniseti José Pinezi.

A Polícia Federal também está cautelosa. A escala de policiais no plantão noturno foi reforçada, informa o delegado-chefe, Carlos Alberto Fazzio. Ele orientou os órgãos federais instalados no município a acionar o policiamento de trânsito para restringir o tráfego próximo aos prédios da União.

Também recomendou que o efetivo de segurança seja reforçado e que as polícia Militar e Civil sejam acionadas para intensificar a ronda nas proximidades dos prédios. “Como qualquer outra pessoa, também devem comunicar qualquer suspeita”, conclui.

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