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Melhora na economia incentiva greve por reajuste, aponta Dieese

Folhapress
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São Paulo - Quase 70% das greves realizadas em 2005 foram motivadas por propostas de reajuste ou melhoria das condições de trabalho. Esse foi o resultado apresentado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Foram catalogadas pelo departamento 299 greves em 2005, 54,2% no setor público, 45,2% no setor privado, e 0,6% nos dois ao mesmo tempo, como ocorreu com os bancos.

Em 2004, foram 302. As horas paradas no ano passado somam 19.475 em todos os setores. Do total de paralisações registradas, 69,2% tiveram caráter propositivo, ou seja, pedidos de reajuste ou melhoria das condições e 45,2% tiveram caráter defensivo, ou seja, para manutenção de direitos ou para evitar demissões.

Outros 16,7% foram realizadas em protesto. “São as chamadas greves que fazem bem para a saúde da economia, porque os trabalhadores estão disputando a partilha dos resultados positivos das empresas”, disse Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.

Lúcio disse ainda que a queda do desemprego e a melhora da economia levam os trabalhadores a fazerem manifestações em busca de novos direitos e melhores salários. O setor público reivindicou mais reajuste salarial do que o privado. Das greves realizadas pelo funcionalismo, 59,4% tinham como reivindicação aumento do salário.

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