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Guerra civil em São Paulo


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Infelizmente o que parecia absurdo ocorreu: uma guerra civil urbana sem precedentes em nossa história. A milícia do Primeiro Comando da Capital exterminou policiais, ateou fogo em ônibus e agências bancárias, a população viu tiroteios entre criminosos e agentes da lei, um verdadeiro terror, que segundo balanço divulgado, resultou em mais de 150 mortos (entre policiais, bandidos e cidadãos indefesos). Se não bastasse, uma onda de boatos de que estabelecimentos seriam atacados, de ameaças de bomba e de que rajadas de tiros atingiriam as pessoas nas ruas fizeram com que, ainda que informalmente, fosse decretado o toque de recolher. Lojas cerraram as portas, escolas e universidades dispensaram os alunos das aulas, empresas liberaram seus funcionários e a correria se instalou nas ruas. E assim moradores da Capital e de dezenas de municípios foram dormir mais cedo. E o Estado, imponente, apenas olhou. O aparelho do Estado, desmoralizado, limitou-se a dizer que tudo estava sob controle, exatamente quando o descontrole era explícito como uma fratura exposta, que faz urrar de dor e medo uma sociedade a todo tempo ameaçada. Faltou e faltam distribuição de renda, educação, planejamento familiar, saúde, assistência social, emprego, leis decentes, uma Justiça que funcione em prol do cidadão, prisões que recuperem em vez de aperfeiçoar os perversos métodos da criminalidade. Faltou e faltam bons governantes, líderes políticos de verdade e o exemplo que deveria vir de cima. Sobram celulares nas cadeias e uma teia de comunicação eficaz que interliga o crime do presídio às ruas, distribuindo drogas, promovendo seqüestros, planejando e executando atentados contra vidas inocentes de policiais civis e militares, contra cidadãos comuns e de vida decente. A ineficiência do aparelho estatal se mostra colossal, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) destruiu a esperança do povo brasileiro, ao trocar justiça pela corrupção, a partir de uma quadrilha que hospedou em Brasília. Estamos fugindo de balas perdidas, ônibus queimados e bombas. Salve-se quem puder.

O autor, João Carlos Barbatti, é empresário, advogado civilista, trabalhista e ambientalista - e-mail: barbatti@terra.com.br - site: www.barbatti.com.br

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