É típico do modo ‘neoliberal’ de explicar o mundo, essa doença pela qual tudo de explica, no mundo, pela quantidade de dinheiro. A acreditar-se nesses neo-diz-que-neo-transparentes, o negócio é o seguinte: todos os políticos seriam ‘ladrões’ (os que não sejam tucano-pefelistas [risos muitos], é claro).
A idéia fraca de que, no mundo social e político, tudo se explicaria pela quantidade de dinheiro é a versão neo-nada das teorias ‘neoliberais’ e neo-safadas, pelas quais o Estado é o mal absoluto, tem de ser ‘mínimo’ e quanto mais mínimo, melhor para os negócios. Os neoliberais só querem, de Estado, uma meia polícia - pra ser usada contra nós, nunca contra eles mesmos. A violência que hoje ameaça primeiro os próprios policiais (muito mais diretamente, sim, do que os bancos e as agências bancárias!) é resultado da nenhuma política social dos governos tucanos, seja na capital seja no Estado de São Paulo, e seja, de fato, ainda, em todo o Brasil. Cadê o Alckmin agora? Fale de sua política nesses 12 anos. Cadê o Serra? Cadê também o nosso prefeito que acha Serra e sua turma tucana os melhores para o Estado? Lembro que para esse tipo de política não há vacina, pode se esperar 60 anos, mas não há vacina. Essa turma está blindada pela mídia comprometida com a propaganda político-eleitoral antecipada e ilegal dos tucanos-pefelistas.
Mas essa opinião já está totalmente clara, é claro, nas pesquisas que mostram que o presidente Lula continua totalmente invencível, na disputa contra, exatamente, os tais de ex-Alckmin e ex-Serra, candidatos tucanos às eleições presidenciais de outubro e autores das políticas da neo-grana. O sistema prisional está explodindo em São Paulo, porque os governos tucano-pefelistas em São Paulo, sim, sobretudo, ainda operam sob a idéia errada, neo-liberal e pré-nada, de que a segurança pública, em São Paulo, é questão ‘de grana’. Não é. Nunca foi.
Marcos Paulo Casalecchi Rezende - RG 26.565.001-X