Presidiários da Capital paulista e de Pirajuí foram transferidos ontem para uma das duas penitenciárias de Bauru. A movimentação de presos aconteceu em todo o Estado de São Paulo. O procedimento foi realizado durante todo o dia, terminando por volta das 20h. A informação é de uma fonte que não está sendo identificada na reportagem por motivos de segurança.
A movimentação dos presos estaria ocorrendo sob sigilo para não provocar revoltas e em função dos ataques a policiais e das rebeliões ocorridas no último final de semana em todo o Estado.
A transferência de presos, segundo informou a fonte, estaria sendo tratada pelas diretorias dos presídios. Os agentes penitenciários só ficam sabendo quando os presidiários chegam na unidade, portanto, ontem não era possível saber para qual presídio os detentos estavam sendo levados.
A informação não foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que ontem não manteve funcionário de plantão que pudesse atender a imprensa.
A suspensão das visitas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru foi aceita pelos presos com tranqüilidade, segundo informou o comandante interino do 4º Batalhão de Polícia Militar, major Aírton Troíjo. “A noite e madrugada foram tranqüilas.”
Conforme publicado na edição de ontem do Jornal da Cidade, os presos do CDP foram proibidos de receber visitas neste final de semana. A proibição abrange quase todas as unidades onde houve rebelião. Nas penitenciárias 1 e 2 e no Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru, as visitas estão mantidas.
O comandante Troíjo lembra que o reforço de policiais no CDP vai continuar hoje, dia previsto para a chegada das visitas. “Nas bases comunitárias o reforço será mantido no período noturno, quando o policiamento da cidade também recebe acréscimo no efetivo.”
Troíjo frisa que nas penitenciárias 1 e 2 de Bauru e na de Pirajuí o clima era de tranqüilidade ontem. Para hoje, estão sendo aguardadas cerca de 800 visitas na P1. Na P2 e no IPA, domingo também é dia dos presos receberem visitas.