Internacional

Onda de violência mata 19 e fere 58 em todo o Iraque

Folhapress
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Bagdá - Vários atos de violência foram registrados ontem no Iraque, mesmo dia em que o Parlamento do país aprovou o primeiro governo permanente desde a queda de Saddam Hussein, há três anos. A explosão de uma bomba matou 19 pessoas e feriu outras 58 no bairro pobre de Al Sadr, em Bagdá; 15 corpos com sinais de tortura e marcas de tiros foram encontrados em Mussayeb e, na cidade de Qaim, pelo menos 5 policiais morreram.

Testemunhas e policiais disseram que a bomba foi colocada num dos pontos onde multidões de desempregados se reúnem logo cedo em busca de ofertas de empregos por um dia - e que os atacantes conheciam antecipadamente.

A medina Sadr é um reduto das milícias de Al Mahdi, criadas pelo religioso xiita rebelde Moqtada Al Sadr. Ele é um dos mais radicais chefes da oposição às forças de ocupação lideradas pelos EUA.

Os seqüestros seguidos de execuções sumárias multiplicaram-se no Iraque nos últimos meses, e a violência entre comunidades atingiu níveis alarmantes desde fevereiro, quando um mausoléu xiita da cidade sunita de Samarra foi dinamitado.

Já na cidade de Qaim, 250 quilômetros a oeste de Bagdá, pelo menos cinco policiais morreram e outras 12 pessoas foram feridas quando um carro-bomba, conduzido por um suicida, bateu contra um posto de controle. Segundo fontes policiais, o posto fica em frente a um quartel das forças iraquianas de segurança. Qaim, é considerada um dos centros da resistência.

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