São Paulo - Da varanda da própria casa ou das arquibancadas de um estádio com jeito de alçapão. Será assim, com 5.000 torcedores fungando no seu cangote, que a Seleção vai fazer, segundo o próprio técnico Carlos Alberto Parreira, o mais importante período de treinamentos do time para a Copa, que começa em menos de três semanas.
O time desembarca hoje em Weggis (parte da delegação deixou o Brasil ontem à noite, e alguns jogadores vão direto para lá), uma bucólica cidade à beira do lago Lucerna, na Suíça. Só que a paz vai estar apenas no luxuoso hotel que vai abrigar a equipe, que fica bem perto da rua, mas que estará interditada para a passagem de pedestres.
No campo de treinamento, construído às pressas e que tem todo o seu entorno longe de parecer pronto, Parreira e seus jogadores não terão privacidade alguma até o próximo dia 3, quando deixam o local. Em menos de duas semanas, são esperados cerca de 50 mil torcedores, um terço deles brasileiros.
Não é só pelo fato de as arquibancadas do campo estarem montadas a menos de cinco metros do gramado que a estada da Seleção em Weggis pode ser um tormento. Sobram em volta do estádio barracas vendendo todo tipo de bebida alcoólica, e o governo local não pensa em estabelecer limite para os beberrões, como acontecerá na Copa.
Nas barracas montadas ao redor do campo de treinos, a pinga é produto de destaque. Uma caipirinha sai por R$ 20, mais que o dobro do que vale uma cerveja. O álcool está liberado, mas os suíços estão precavidos. Weggis terá dois anéis de segurança - um feito pela polícia e outros por seguranças do evento.
O “Big Brother treinos da Seleção” também estará na TV. A CBF autorizou emissoras locais a exibir as práticas para os suíços. No Brasil, emissoras fechadas e sites também vão mostrar, ao vivo, as jogadas ensaiadas de Parreira. A delegação ficará na Suíça até 4 de junho. Depois, embarca para a Alemanha.