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Para jornal de São Sebastião, denúncias motivaram atentado

Folhapress
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São Sebastião - O editor-chefe do “Imprensa Livre”, Igor Veltman, 48 anos, relacionou o ataque à gráfica e à redação do jornal, sofrido na madrugada da última quinta, em São Sebastião (litoral norte de SP), a denúncias veiculadas nos últimos meses de supostas irregularidades envolvendo a administração municipal.

Veltman voltou a descartar que o ataque tenha sido feito por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ação, ao menos três homens encapuzados e armados destruíram parte da edição que seria veiculada e queimaram uma das máquinas de impressão. Os criminosos disseram pertencer ao PCC. Um diagramador do jornal chegou a ter o corpo coberto por gasolina. Antes, foi agredido com coronhadas na cabeça.

De acordo com Veltman, entre as reportagens sobre a Prefeitura de São Sebastião que teriam motivado o ataque estão o relato de uso do poder por parte do prefeito Juan Garcia (PPS) para recuperar um cargo que detinha na gestão anterior e a denúncia de suposta tentativa de extorsão no período pré-eleitoral, rejeitada pela Justiça Eleitoral, mas que tramita no Tribunal de Justiça.

O Ministério Público Estadual, diz Veltman, investiga outra denúncia feita pelo jornal de superfaturamento em projeto educacional, no qual foram gastos R$ 7 milhões em dez meses em ações comunitárias em escolas e na manutenção de prédios. Veltman disse que os funcionários que presenciaram a ação acreditam que um dos agressores mora na cidade, pois impediu que ateassem fogo no diagramador dizendo: “Eles são do bairro”.

A Prefeitura de São Sebastião informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifestará em relação às declarações do editor-chefe do jornal “Imprensa Livre.

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