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BNDES rejeita propostas de três empresas para a compra da Varig

Folhapress
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Rio de Janeiro - Nenhum dos três grupos que se interessaram em obter recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para capitalizar a Varig foi aprovado pelo banco. O BNDES informou que os pedidos não foram aprovados por falta de fiança bancária ou porque os investidores não apresentaram comprovação de recursos próprios para complementação do ‘empréstimo-ponte’ à Varig, já que o banco iria financiar apenas dois terços do valor.

O ‘empréstimo-ponte’ foi a forma que o BNDES encontrou para ajudar a Varig a se capitalizar até a data do seu leilão de venda, previsto para ocorrer em 9 de julho deste ano. Interessados na compra da empresa poderiam injetar até US$ 250 milhões na companhia aérea, sendo que, considerando este montante, US$ 166,6 milhões seriam liberados pelo banco.

Esses recursos não seriam dados diretamente à companhia aérea, mas a um investidor interessado em repassá-los para a Varig. O banco não informou o nome dos interessados em conseguir o financiamento para repassá-lo à Varig.

Mas, segundo fontes do setor, as propostas partiram do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), do BRJ (banco especializado em crédito imobiliário) e de um fundo de investimento. Na quarta-feira passada, Marcelo Gomes, diretor da consultoria Alvarez & Marsal -responsável pela reestruturação da Varig-, afirmou que cerca de 14 empresas procuraram diretamente a companhia aérea para negociar o ‘empréstimo-ponte’, pois consideraram que as condições de financiamento do BNDES são similares às de outros bancos comerciais.

Leilão

O BNDES divulgou ontem também que vai financiar a empresa que vencer o leilão de venda da Varig. O banco não informou qual será o percentual do empréstimo e que para conseguir os recursos o investidor terá que atender aos critérios bancários do BNDES.

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