Internacional

Premiê iraquiano quer o controle da segurança até fim do ano; Blair faz visita

Folhapress
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Bagdá - O novo primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al Maliki, declarou ontem que pode ter o controle da segurança do país até o fim do ano. As exceções serão Bagdá e a província de Anbar, com fortes movimentos rebeldes, onde os EUA continuarão a manter suas tropas como as responsáveis pela segurança local.

Maliki fez essa previsão acompanhado pelo premiê britânico Tony Blair, que passou algumas horas em Bagdá para demonstrar seu apoio ao novo governo, que tomou posse há três dias. Blair foi mais cauteloso, recusando-se a dar uma data precisa para a retirada das tropas britânicas. “O que nós queremos ver no Iraque é uma nação soberana e independente, com os iraquianos em controle de todos os aspectos, incluindo sua segurança”, afirmou.

Mesmo depois de meses de embates entre xiitas, sunitas e curdos, que não chegavam a um acordo para a composição do novo governo, o primeiro-ministro ainda não conseguiu nomear os ministros do Interior e da Defesa. Justamente os dois que serão responsáveis pela polícia e pelas forças armadas do país.

O primeiro-ministro iraquiano quer garantir que ele pode oferecer segurança e independência, mas os 325 mil homens que estarão na polícia e forças armadas iraquianas até o fim do ano precisarão de treinamento e equipamentos. Bush também demonstrou que não tem pressa.

Enquanto Blair visitava Bagdá, dois atentados à bomba mataram nove pessoas. Pelo menos 20 outros assassinatos aconteceram no país.

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