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Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 3 min

Brasileiro infanto juvenil

Os dirigentes e promotores de torneios nacionais infanto-juvenil precisam ficar alerta. O sistema usado no tênis brasileiro não passa de um caça-níquel e não ajuda em nada no desenvolvimento dos jovens tenistas. Nosso País é enorme, portanto, todos sabem o custo das viagens neste calendário cada vez com mais torneios e o que representa estes gastos para cada família.

Pais e atletas estão obcecados pelo ranking, que muitas vezes não reflete a realidade, ou seja: jogador com maior poder aquisitivo ou com patrocínio pode jogar maior quantidade de torneios e acaba ficando melhor no ranking. O calendário nacional também mostra um total desrespeito aos estudos dos nossos jovens. Os torneios são realizados durante a semana, fazendo com que os tenistas faltem às aulas com freqüência. No final acaba-se criando pessoas despreparadas culturalmente, tudo pela possibilidade (abstrata) de sucesso como tenista profissional.

Brasileiro Profissional 1

O tênis profissional brasileiro, depois do Guga, ficou algum tempo sem ao menos um tenista entre os 100 melhores no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Atualmente, temos Flavio Saretta e Marcos Daniel, que agora estão entre os 100. Se olharmos a lista da “ATP” vamos encontrar 68 brasileiros, apenas cinco entre os 200 melhores, e que vivem do que ganham, os outros 63 pagam para jogar. Qual seria a razão para que a maioria de nossos jovens estejam entre 600 e 1000 do ranking? A maioria deixou de estudar para se dedicar ao tênis. Todos têm um sonho em mente, mas, despreparados, não conseguem ir muito longe.

Brasileiro Profissional 2

Como deixaram de estudar, fazem com que a pressão aumente, pois caso não consigam subir no ranking (ganhar dinheiro), certamente terão dificuldades para conseguirem um bom emprego.

Calcula-se que são gastos de 30 a 50 mil dólares por ano para jogar o circuito da maneira correta, participando de no mínimo 25 torneios ao lado de um treinador. E como conseguir patrocínio de empresas para alguém que ainda não traz retorno e nem ao menos é tão conhecido? O resultado é que muitos acabam ficando no meio do caminho.

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Dica

A ansiedade, antes ou durante uma partida, é algo que depende só de você. A razão pode ser apenas por medo de perder ou do que seus pais ou amigos vão falar caso perca. Algumas coisas podem ser feitas para melhorar: procure pensar como um vencedor, mas isso não será possível se sempre estiver pensando em arranjar desculpas nas derrotas. Antes da partida, tente visualizar você fazendo boas jogadas.

Manter-se bem treinado também lhe dará uma grande vantagem psicológica. Tenha um plano de jogo realista. Metas irrealistas podem levá-lo a frustração e mais ansiedade. Seja otimista dentro de suas possibilidades e evite ser considerado ridículo e pretensioso.

Curiosidades

O tie-break mais longo da história durou 1h47, apesar do placar 13 a 11. Foi disputado no segundo set entre Vichi Nelson Dunbar e Jean-Hepner, na primeira rodada do torneio de Richmond (Virginia), em 1984. Um único ponto durou 29 minutos, durante os quais a bola cruzou a rede 643 vezes. Nelson Dunbar ganhou por 6/4 7/6.

Regra

O regulamento do torneio diz que em caso de empate em um set a um não será realizado o terceiro set e sim o super “tie break”(vence quem fizer 10 pontos primeiro). Terminado o jogo, os jogadores deram as mãos e foram até a arbitragem dar o resultado e dizer que o jogador “A” venceu por 7/5 no super tie break. O que fazer se, na verdade, esse super tie break deveria terminar em quem fizesse 10 pontos primeiro? Depois de darem as mãos, ambos concordaram com o resultado e esse será mantido. Neste caso, a bola é trocada por outra igual e o ponto é repetido.

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