Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Rampa de acesso

Contrário a consertar um elevador que se concluiu obsoleto tecnicamente, o presidente da Câmara de Bauru, Toninho Garmes (PSDB), pensa em alternativas para dar acesso a deficientes na Casa de Leis. Uma delas seria ressuscitar projeto do ex-presidente Walter Costa e construir uma rampa de acesso.

• Velha rivalidade

O sindicalista Roque Ferreira resolveu ser pré-candidato a deputado estadual pelo PT, mas não se mostra propenso a dobrar com Estela Almagro, pré-candidata a deputada federal. Pode soar estranho, mas os petistas continuam não se entendendo dentro de casa. Comandam o país, mas não aprenderam a estabelecer unidade nem na mesma sigla partidária.

• Antagonismos

O problema está nas posições políticas de ambos. Roque é ligado à corrente “O Trabalho”, considerada à esquerda no PT. Já Estela é alinhada com o Campo Majoritário, corrente do senador Aloizio Mercadante e outras estrelas do partido. E é notório que as duas linhas de atuação diferem, e muito. Agora, se perguntar para membros do PSOL e do PSTU, nem Roque seria classificado de esquerda, por estar no PT, é claro.

• Tom conciliador

O presidente do DAE, José Clemente Rezende, afirmou que não precisa mandar o cronograma físico e financeiro do tratamento de esgoto para a Câmara, como quer o vereador Marcelo Borges (PSDB). Mas mesmo assim, Clemente resolveu que vai enviar, antes da sessão extra de amanhã, quando será votado o projeto que autoriza o Executivo a assinar novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público.

• Projeto da obra

Já o vereador Marcelo Borges insiste que a prefeitura e o DAE estão procedendo de forma equivocada. Além do cronograma, o tucano cobrou do DAE o projeto executivo da obra para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cuja licitação foi aberta na semana passada. Para o parlamentar, houve demora na abertura de licitação, que já poderia ter sido feita.

• Calma com andor

Tudo bem que Borges está no seu papel de questionar, mas deveria ponderar um pouco mais sobre a abrangência de algumas de suas indagações. Cobrar o projeto executivo da obra é tão fora de propósito quanto exigir que o Ministério Público tenha condições de garantir desde já que Bauru será perdoada pelas multas que recebeu por não tratar até agora o esgoto.

• Fundo de esgoto

É evidente que o projeto executivo da estação de tratamento só virá quando for contratada empresa para tal. É a maior obra do projeto, estimada em cerca de R$ 50 milhões. E, sem a aprovação do fundo do esgoto, não havia razão para o DAE sair contratando o projeto, atropelando o processo por falta de recursos. A Câmara aprovou o fundo agora. Então, a etapa natural é a contratação do projeto.

• E as merendeiras?

A regulamentação do vale-refeição pelo Executivo junto aos servidores traz uma informação estranha. O decreto menciona que servidores relacionadas à área, como merendeiras, não teriam direito ao benefício porque continuariam a se alimentar nos próprios locais de trabalho. Só que a merenda, até onde se sabe, é para as crianças e nenhuma relação tem com o funcionalismo. Inclusive, a verba é carimbada.

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