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IBGE aponta alta no emprego e salários pagos de 2003 para 2004

Folhapress
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Rio - O total de emprego e os salários pagos pelo comércio brasileiro cresceram de 2003 para 2004, segundo dados Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que houve uma expansão de 9,1% no número de pessoas ocupadas no comércio em 2004 na comparação com o ano anterior, totalizando um contigente de 6,68 milhões de trabalhadores. O segmento que mais gerou empregos naquele ano foi o de Varejo, com a criação de 399 mil novos postos de trabalho, o que significou uma expansão de 8,5% sobre 2003.

Em percentuais, a liderança ficou com o segmento de Veículos, Motos e Peças, que apresentou expansão de 11,3% na ocupação, seguido pelo Atacado, com 11,1%. Os salários pagos pelo comércio cresceram, em média, 12,8% em 2004 na comparação com ano anterior. Neste caso, o destaque foi o setor atacadista, com alta de 13,8%.

Todas as variações divulgadas pelo IBGE foram ajustadas de acordo com a inflação medida no período. A série da PAC teve início em 1988, com o objetivo de fornecer informações anuais sobre o comércio nos períodos intercensitários.

A partir de 1996, a pesquisa foi adequada aos parâmetros do novo modelo de produção das estatísticas industrial, comercial e de serviços. A principal referência da PAC é o Cadastro Central de Empresas (Cempre).

Sudeste

A PAC mostra que houve uma desconcentração regional no comércio brasileiro entre 1996 e 2004. De acordo com o levantamento, o Sudeste, apesar de manter a liderança na participação da receita bruta de revenda de mercadorias no Brasil, apontou queda de 58,7% para 53,4% no período.

Por outro lado, todas as outras regiões ampliaram a representatividade no total da receita bruta gerada no comércio, sendo que o Centro-Oeste apresentou a maior elevação - de 6,6% para 9%.

“É importante ressaltar que quando uma região diminui a sua representatividade econômica, não significa que não apresentou crescimento na atividade que está sendo analisada e sim que o crescimento da referida atividade pode ter sido mais expressivo nas demais regiões”, explicou o IBGE.

Por Estados, a pesquisa revela que São Paulo manteve a liderança na receita bruta de revenda, embora em percentuais menores. A participação paulista caiu de 35,1% para 32,6% entre 1996 e 2004. Além disso, o Rio de Janeiro, que ocupava a segunda posição, caiu para o quarto lugar, ficando atrás de Minas Gerais e Paraná.

O Sudeste perdeu representatividade também na questão de salários e de absorção de força de trabalho, embora continue na liderança nos dois casos. Em 1996, essa região do país era responsável por 61,5% dos rendimentos no comércio brasileiro. O percentual caiu para 58,2% em 2004. Quanto à ocupação de pessoal, a participação passou de 56,5% para 52,8%.

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