Tribuna do Leitor

Efeito estufa da insegurança


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“As estatísticas costumam ser um bom termômetro das realizações de um governante”, ressalta o jornalista da Veja José Eduardo Barella. Nas condições que tocam a violência ligada à insegurança pública, não só o Brasil, como todo o mundo, tem acusado verão de 40 graus.

Os órgãos públicos têm pecado quando o assunto é segurança pública. Causa disso está nos miseráveis salários oferecidos aos policiais. Em conseqüência, greves são estruturadas, gerando medo na população que acaba ficando desamparada e, o pior, órfã de um pai inapto e paquidérmico.

Mais estarrecedor ainda são os índices de crianças e jovens pobres que têm acesso à escola pública: faltam vagas e muitos destes jovens abandonam os estudos. Da escola para fora, essas desnutridas crianças tornam-se fortes bandidos, estupradores, assassinos, que assolam um bairro inteiro. Em virtude disto, o Estado, que deveria ser o grande promotor da segurança pública, afunda-se no fosso que ele mesmo criou, deixando de investir no ensino básico.

Outro pecado estadista relativo à segurança pública é revelado no que tange ao descaso. Essa conivência exorta os promotores da insegurança pública à prática de seus atos que interrompem a paz.

O problema mais grave- e o mais visto neste novo século – é que infelizmente o Estado e a própria polícia misturam-se com a bandidagem. Prova disto está em qualquer jornal dos dias de hoje mostrar polícias envolvidas em contrabando de drogas. Agem, assim, motivadas por propina que compensam o pífio salário. Assim, a polícia e o Estado confundem-se com rostos encapuzados, armados com uma metralhadora alemã- característica de um terrorista iraquiano.

Há várias medidas a serem tomadas que solucionarem essa mazela social. No entanto, tais medidas não implicam soluções a curto prazo. Porém, investimentos em policiais “Águia”, mais bem pagos, na melhoria de ensino básico e na fiscalização do setor policial seriam cruciais para que o termômetro dos indicadores sociais aponte temperatura boa para um bom passeio pelas ruas calmas das metrópoles.

Guilherme Vieira Pasini - RG 44.867.455-5

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