Gaza - Um chefe de segurança em Gaza leal ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, morreu ontem na explosão de seu carro. Foi mais um incidente da escalada de conflitos entre Fatah de Abbas e Hamas, grupo que controla o Parlamento. Nabil Hodhod comandava a Segurança Preventiva.
Ghazi Hamad, secretário do gabinete do premiê Ismail Haniyeh, do Hamas, disse que a explosão foi um acidente. A tensão se agravou com o envio pelo Hamas de sua própria milícia para Gaza, desafiando Abbas, que controla as forças oficiais de segurança. A nomeação de Abu Shbak para chefiar três unidades sob a alçada do Ministério do Interior, que o Hamas detém, detonou os conflitos com o Fatah.
Mascarados atacaram três militantes do Hamas, após levá-los das proximidades de uma mesquita. Um deles acabou morrendo no hospital. Ocorreu ainda uma marcha pela Cidade de Gaza de cerca de 1.000 homens armados e vestidos de negro, declarando apoio ao Hamas, apesar de haver camisas do Fatah.
Além disso, na Cisjordânia, soldados israelenses se envolveram num conflito ao serem descobertos tentando capturar um militante, matando quatro palestinos e ferindo 30. Entre os quatro mortos, três eram civis e um era policial.
O premiê de Israel, Ehud Olmert, disse no Congresso americano que seu país deseja ser um parceiro na paz com os palestinos, mas que traçará sua fronteira na Cisjordânia se concluir que não há com quem negociar.