Polícia

Ação revela criatividade e ousadia

Lígia Ligabue'
| Tempo de leitura: 3 min

As situações que envolvem a apreensão de celulares em presídios demonstram o quanto os detentos abusam da sorte para conseguir o telefone. Em Araraquara, a Polícia Civil conseguiu evitar que um telefone celular fosse introduzido no complexo de detenção atado a uma pipa, no dia 22 de janeiro. Pega no ar, a pipa trazia um aparelho completo, com plástico protetor no visor, bateria e chip. Dois homens e um adolescente que estavam do lado de fora foram detidos. Segundo a polícia, eles disseram que iriam ganhar R$ 50,00 cada um.

Já no dia 11 de dezembro do ano passado, a polícia de Reginópolis interceptou um celular que foi encontrado dentro de uma escova de lavar roupas. O objeto foi mandado através de um Sedex endereçado ao detento Luís Fernando Pereira. Dentro de um fundo falso na parte de madeira, a escova escondia um celular.

Em Bauru, na P 1, um agente penitenciário realizava ronda na madrugada do dia 10 de novembro quando ouviu o toque de um celular. O funcionário verificou que o aparelho pertencia ao detento Carlos Alberto Pereira Rodrigues, 40 anos, que entregou o telefone ao chefe da disciplina. Um outro celular foi encontrado do lado de fora da cela.

Na noite de 5 de novembro, durante a revista de rotina realizada em ônibus que transportava visitantes para as penitenciárias da região, policiais rodoviários encontraram um celular envolto em papel carbono e pó de grafite e depois plastificado com fia adesiva com uma mulher, para ser entregue a um detento em Flórida Paulista. O parelho seria introduzido na vagina.

Na volta à Ala de Progressão da P 1, após a saída temporária de Páscoa do ano passado, um dos detentos acabou preso por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Ao invés de retornar pela estrada, ele optou por um matagal nos fundos do presídio. Funcionários da unidade resolveram fazer uma busca de onde ele saiu e encontraram escondida no mato uma sacola com documentos do detento, uma arma, drogas e três celulares.

No dia 20 de março do ano passado, a polícia apreendeu com duas mulheres de Itapetininga grande quantidade de drogas e um aparelho celular e um carregador embalados cuidadosamente, com papel carbono, fita adesiva preta e uma camisinha. Desta maneira, pretendiam colocar o aparelho e o carregador na vagina para entrar no presídio de Pirajuí.

Da mesma maneira, a manicure Neucy Prudente, 28 anos, de Botucatu, foi detida em janeiro do ano passado, quando tentava entrar no CDP de Bauru portando um aparelho celular. A tentativa foi descoberta quando a visitante passou pelo aparelho detector de metais, que acusou a presença do objeto. Após insistência de funcionários, ela acabou confirmando que levava o aparelho na vagina, envolvido por um preservativo.

No dia 18 de novembro, um detento do presídio de Assis foi acusado de extorsão pela Polícia Civil de Jaú ao ameaçar seqüestrar as filhas de um secretário da prefeitura da cidade. A polícia descobriu que as ligações tinham se originado de dentro da unidade prisional.

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