Avaí - A defesa apresentada pelo vereador Marcos Aparecido Gratieri (PMDB) não foi aceita pelos integrantes da Comissão Processante (CP) que apura suposta falta de decoro e ato de improbidade administrativa cometidos pelo parlamentar.
A argumentação de Gratieri foi rejeitada por unanimidade. O vereador é acusado de ter utilizado carro oficial da prefeitura para uso particular e de ter ofendido e ameaçado um servidor municipal que denunciou a suposta irregularidade.
Como a defesa não foi aceita, o processo segue normalmente na Câmara. Hoje, a CP deve ouvir o vereador Gratieri e as testemunhas de acusação. Caso a defesa do parlamentar tivesse sido aceita, a decisão seria levada a plenário. Se ela fosse aceita também pela maioria dos vereadores, o processo seria arquivado.
Fazem parte da CP os vereadores Paulo Roberto Ramos (PFL), João Augusto Cassetari (PL) e Dirço Vieira (PSDB). Respectivamente, eles ocupam a função de presidente, relator e membro da comissão. Hoje, eles ouvirão do próprio Gratieri seus argumentos contra a denúncia de falta de decoro e improbidade administrativa.
À tarde, será a vez das testemunhas de acusação serem ouvidas. Entre os convocados está o servidor público Carlos Henrique Basílio, que foi quem fez a acusação contra o vereador.
Comparação
O advogado da Câmara de Avaí, Marcos Alves de Souza, que presta assessoria aos membros da CP, informou que foi solicitada à prefeitura cópia da sindicância interna que apura a mesma denúncia. Segundo ele, o propósito dos vereadores com essa solicitação é comparar os depoimentos das testemunhas o que são comuns nos dois processos.
Caso sejam notadas versões diferentes para a Câmara e para a prefeitura de uma mesma testemunha, ela será novamente convocada para uma acareação.
Segundo consta do boletim de ocorrência registrado na delegacia de Avaí, o vereador ofendeu moralmente Basílio e teria feito ameaças ao servidor por ele ter dito a outras pessoas sobre a utilização supostamente irregular do veículo. Ao tomar conhecimento da denúncia, o vereador Cícero da Silva (PT) protocolou um pedido de CP na Câmara. A solicitação foi aceita pelos vereadores há duas semanas.