Regional

SAP avalia estragos nas penitenciárias

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários do Departamento de Engenharia da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) estiveram, na terça-feira passada, em unidades prisionais da região avaliando os estragos provocados pelos detentos nas rebeliões ocorridas há duas semanas.

Eles visitaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e as penitenciárias de Pirajuí e Avaré. A avaliação dos estragos em virtude das rebeliões ocorridas há duas semanas será incluída em um relatório que deve ser entregue ao secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.

Só a partir daí, segundo a assessoria da SAP, é que o secretário vai determinar o início das reformas nas unidades danificadas.

Antes, porém, o Departamento de Obras deve concluir as vistorias em todas as unidades gerenciadas pela secretaria no Estado e que foram destruídas durante as rebeliões. A partir do relatório final, a SAP deverá determinar se detentos de alguma das unidades danificadas serão ou não transferidos enquanto as obras de reformas forem executadas. Será analisado caso-a-caso a necessidade de se fazer a transferência de presos.

A assessoria da SAP explicou também que apesar da destruição ocorrida em algumas unidades, os presos continuam passando o dia dentro dos raios e à noite são confinados em celas.

Cadeias

A reforma na cadeia pública de Ipaussu, que ficou totalmente destruída depois do motim provocado pelos presos há duas semanas, também ainda não começou, segundo informações da Delegacia Seccional de Ourinhos. A reforma ainda está em processo de licitação e não tem previsão de data para início das obras. Todos os presos foram trasnferidos.

Por outro lado, os reparos na cadeia de Botucatu, que também ficou bastante danificada no último domingo, começaram no dia seguinte ao fim da rebelião, segundo informou o diretor da unidade, Luís Marcelo Sampaio. O diretor explica que a Delegacia Seccional de Botucatu liberou uma verba, que inicialmente seria utilizada para outros fins, para fazer os reparos no local.

Ele explica que as grades de proteção da ala 1, danificadas durante o motim, já foram soldadas e a manutenção da parte elétrica está sendo feita. “Vamos terminar uma ala e deixá-la pronta provavelmente até a semana que vem. Depois que terminar uma ala a gente transfere os presos da ala 2 para a ala 1 e começa a reforma na outra ala”, conclui, lembrando que provavelmente dentro de 30 dias todos os reparos já estejam prontos.

De acordo com o diretor, 60 presos foram transferidos para unidades prisionais do Estado para desafogar a cadeia de Botucatu. Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos para Piracicaba e os demais presos para unidades em Porangaba, São Manuel, São Roque, Salto, Itararé e Sorocaba. Atualmente, 167 presos estão confinados na cadeia de Botucatu.

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