Cultura

Do erudito ao popular: o samba

Por Adriana Fricelli | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Entre cordas e batuques, o samba. Entre o popular e o erudito, a experimentação. Entre roqueiros e bossanovistas, a unanimidade de Paulinho da Viola.

Excelente instrumentista, compositor genial e poeta de sensibilidade rara, o músico convida o público para uma viagem por toda sua obra, na apresentação agendada para esta noite no Serviço Social do Comércio (Sesc).

No show, canções que marcaram a trajetória do compositor e de brasileiros, como “Para ver as meninas”, “Coração Leviano”, “Eu canto samba”, “Foi um rio que passou em minha vida” e “Sinal Fechado”, que Paulinho canta sozinho, apenas com seu violão.

Nas outras canções, o sambista é acompanhado pelos músicos Dininho (contra-baixo), João Rabello (violão), Cristóvão Bastos (piano), Hércules (bateria) e Celso Silva (ritmista), num show em que o samba une vozes e estilos.

Considerado um músico sofisticado pela crítica, Paulinho da Viola tem a ginga de ser, ao mesmo tempo, inovador e tradicional, simples e requintado.

A batidas simples de instrumentos de percussão, o músico combina inovações melódicas e harmônicas, num samba que não encontra barreiras culturais e o torna referência para todos que conhecem sua música.

Há mais de 40 anos defendendo o som legitimamente brasileiro, Paulinho compõe nas formas de samba, seu idioma materno; de choro, estilo sofisticado herdado do pai; e de experimentações, sua maior característica.

• Serviço

Paulinho da Viola se apresenta hoje, às 21h, no ginásio de eventos do Sesc (avenida Aureliano Cardia, 6-71). Ingressos a R$ 30,00 e R$ 15,00 (matriculados, estudantes com comprovante, professores da rede pública e maiores de 60 anos). Mais informações: (14) 3235-1751.

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Berço de bamba

Na sua infância no Rio de Janeiro, Paulinho da Viola teve contato com a música através do pai, o violonista do conjunto Época de Ouro, César Faria. Nos ensaios familiares, o garoto conheceu Jacob do Bandolim e Pixinguinha, além de muitos outros músicos que se reuniam para fazer choro e samba.

Ao longo dos anos 70, Paulinho gravou em média um disco por ano, ganhou prêmios e se apresentou por diversas cidades no Brasil e no mundo. Nos anos 80, gravou mais quatros discos e manteve-se como um dos principais nomes do samba no País.

Na década de 90, entrou numa nova fase, onde a imprensa e os críticos passaram a vê-lo como um músico mais sofisticado e maduro. Mesmo sem perder seu apelo popular, Paulinho gravou um de seus mais importantes trabalhos, “Bebadosamba”, montando o espetáculo homônimo.

Da Redação

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