Weggis - Recordista de jogos com a camisa da Seleção Brasileira, o lateral-direito Cafu será o segundo jogador da história a começar como capitão da equipe nacional em duas Copas do Mundo seguidas. Antes de Cafu, apenas o meia Martim Silveira foi o capitão do Brasil na estréia em duas Copas consecutivas.
O jogador gaúcho foi o líder da equipe no primeiro jogo nos Mundiais da Itália-1934 e da França-1938. Após ostentar a braçadeira no pentacampeonato em 2002, Cafu foi confirmado ontem, em Weggis (Suíça), pelo técnico Carlos Alberto Parreira como capitão da Seleção para o Mundial-2006.
“Algumas pessoas vêem nossos laterais como velhos, já eu vejo sob outro ângulo. Pra mim, eles são experientes. Isso conta muito em uma Copa do Mundo. O Cafu vai ser o titular e capitão da Seleção”, disse Parreira. Cafu, que faz 36 anos no dia 19 de junho, um dia após o jogo do Brasil contra a Austrália, pela segunda rodada do Grupo F, disputou 144 jogos (138 oficiais) pela Seleção, segundo a CBF.
O zagueiro Bellini, que foi o capitão da Seleção na conquista do primeiro título, em 1958, na Suécia, também usou a braçadeira na estréia em 1966, na Inglaterra, mas não em dois Mundiais consecutivos. No título de 1962, no Chile, o zagueiro Mauro foi o capitão brasileiro. Apesar de ser lembrado como o capitão do tetra, o volante Dunga não começou com a braçadeira nos EUA-1994.
Em 1994, Parreira havia designado o meia Raí como capitão nos três primeiros jogos. Dunga, que seria o capitão em 1998, assumiu a braçadeira na Copa dos EUA nas oitavas-de-final.
Treino
Ontem, em entrevista coletiva após o segundo dia de treinos da Seleção em Weggis, na Suíça, o técnico Carlos Alberto Parreira abordou vários assuntos com jornalistas de inúmeros países, que acompanham a preparação da equipe brasileira.”
“Não fizemos treinos de finalização devido a musculatura dos jogadores. Foi o melhor trabalho para irem pegando ritmo de jogo. Treino não precisa ser de duas horas. Precisa ter intensidade e qualidade. Isso é o mais importante.”
Sem jogar há mais de um mês e meio e treinando separado do restante do grupo, o atacante Ronaldo não é, no entanto, motivo de preocupação para o técnico da Seleção Brasileira. “O Ronaldo é um jogador que vai crescer durante a competição. Ele se encontra melhor que quatro anos atrás e está quase no peso dele. Nada que assuste”, disse o treinador na coletiva de ontem.