A diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) se reuniu ontem com o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, e o secretário municipal de Administração, Fernando Ferreira Jorge, para discutir a situação das merendeiras, que não irão receber o tíquete de R$ 4,00, previsto pelo Programa de Alimentação dos Servidores (PAS) para os servidores que cumprem jornada de oito horas diárias e ganham até R$ 750,00.
A argumentação da prefeitura é que os funcionários que almoçam no próprio local de trabalho não receberão o tíquete, mesmo estando dentro das especificações do PAS.
Para o Sinserm, a atitude da prefeitura é discriminatória, pois apenas alguns servidores da educação - merendeiras, serventes, auxiliares de creche e auxiliares de serviços gerais – se enquadram nesta determinação.
Outro problema levantado pelos sindicalistas é o fato de a merenda servida nas escolas municipais não ser adequada para a alimentação dos trabalhadores. “O cardápio da merenda é diferenciado, próprio para as crianças, não para quem está trabalhando”, afirma a diretora do Sinserm Idelma Corral.
A solução encontrada pela administração foi elaborar um novo cardápio, exclusivo para os servidores, o que também não agradou o sindicato. Para o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, não haverá problemas para as merendeiras fazerem o almoço.