Geral

Festas juninas ganham tons da Copa

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Produtos típicos de festa junina já começaram a ganhar espaço em lojas de Bauru. Pelos itens que já estão no mercado, é visível que as festas em homenagem a Santo Antônio, São Pedro e São João deste ano serão verde-e-amarelo, em função de coincidirem com a época da Copa do Mundo. Por conta das duas comemorações, o mercado de fogos trabalha com expectativa de aquecimento nas vendas.

O único imprevisto, neste caso, seria uma má campanha da equipe de Parreira, na Alemanha. “Se o Brasil não for bem, aí não (tem alta). O povo fica triste e nem festa junina faz”, observa Ismael Henrique Patrício, proprietário de uma loja de fogos. Mas se os jogadores honrarem o favoritismo, estima ele, a venda de fogos deve crescer entre 30% e 40%.

A procura, no entanto, explode sempre às vésperas das partidas e das festas, acrescenta Clóvis Paiva, também do segmento. Contratado para fazer show pirotécnico em feiras agropecuárias, festa de peão e em aniversário de municípios, ele é ainda mais otimista. Estima aumento de cerca de 60% nas vendas. Clóvis conta que, em Copas anteriores, o movimento de clientes chegou quase a dobrar. “O que mais sai é foguete de tiro”, explica.

Doces

Já nas casas de doces típicos, as vedetes deste ano não são adocicadas. São milho para pipoca e amendoins, garante Maria Lúcia Carreira, proprietária de uma distribuidora de doces. “É por causa da Copa”, explica. De acordo com ela, a comercialização de produtos como paçoca e pé-de-moleque não deve disparar neste ano.

“Acho que vai cair um pouco. Não dá para arriscar quanto. Mas a Copa vai afetar (as vendas de produtos juninos)”, diz Ariel Gabriel, gerente de uma loja concorrente. Ele conta que as vendas estão um pouco mais fracas em relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi reiterada por Maria Lúcia. A avaliação de Ailton José Simões, proprietário de duas lojas de doces e uma distribuidora, é diferente.

Para ele, o movimento está normal. “Em junho é que pega mesmo. A perspectiva é sempre de aumento. A Copa não atrapalha e é uma tradição (a festa junina). Muita gente compra produtos”, comenta. Em algumas lojas de utilidade, o verde e o amarelo decoraram até balões. “Já vendemos as duas coisas”, garante o proprietário Issam Diba.

Mas o JC apurou que a bandeira do Brasil tornou-se “concorrente” das tradicionais bandeirinhas juninas. “Ainda é cedo (para avaliar a procura pelas tradicionais). O pessoal deixa para procurar na última hora”, garante Thiago Diego Franco Gonçalves, gerente de outro estabelecimento.

____________________

Sem correr riscos

Descuidos ao acondicionar ou manusear fogos de artifício podem estragar a torcida para a Copa ou as brincadeiras típicas nas festas juninas. O alerta parte do Corpo de Bombeiros.

“É muito perigoso estocar. É risco de explosão, se houver fonte de calor próxima. O ideal é comprar no dia em que for usar. Além disso, uma criança pode mexer”, comenta o porta-voz do 2º Grupamento de Bombeiros, Cláudio Ribeiro da Silva.

De acordo com ele, os usuários também devem levar em conta eventuais defeitos de fabricação dos fogos de artifício. “Por melhor que seja o material, o risco sempre existe. Ele não deve ser aceso próximo de outras pessoas. Deve ser direcionado, de preferência, para local inabitado, onde não haja prédios, por exemplo. E ainda assim, tem de tomar cuidado para não provocar uma queimada. É um produto que deve ficar longe das crianças”, enfatiza.

Silva ainda orienta para que, no momento do lançamento, o rojão seja colocado numa haste ou cabo de vassoura. Desta maneira, é possível preservar o rosto e as mãos de um eventual acidente.

Comentários

Comentários