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Parreira, Dida e Adriano são premiados

Folhapress
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Weggis - O técnico Carlos Alberto Parreira, o goleiro Dida e o atacante Adriano receberam prêmios ontem da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) após o treino da manhã de ontem, em Weggis. Parreira foi escolhido o melhor treinador de 2005, à frente de Van Basten, da Holanda, e Néstor Pekerman, da Argentina.

Adriano recebeu o prêmio de goleador da temporada 2005, com 18 gols pela seleção e em competições internacionais pela Fifa, seguido por Wilmer Velásquez, do Olimpia Tegucigalpa (Honduras), com 15 gols, e por Ronaldinho, do Barcelona, com 14.

“Agradeço pelo prêmio. Mas o mais importante agora é estar na seleção. Sempre que estou aqui fico feliz em rever os amigos. Quando você tem um grupo que te ajuda, tudo funciona muito bem”, disse o atacante.

Dida foi homenageado como segundo melhor goleiro. Petr Cech, do Chelsea, e da República Tcheca, foi o primeiro. “Vou trabalhar muito para quem sabe um dia ser o primeiro. Tenho que me dedicar”, disse Dida. “Para mim esse prêmio é importante pelo momento que estou vivendo”, afirmou Adriano.

Dida, titular da estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra a Croácia, no dia 13 de junho, pediu respeitoontem a Barbosa, goleiro negro que defendeu o Brasil na Copa do Mundo de 1950.

Barbosa ficou conhecido por falhar na final do Mundial, na derrota por 2 a 1 para o Uruguai, em pleno estádio no Maracanã. Desde sua participação em 50, nunca um goleiro negro foi titular da seleção em uma Copa do Mundo, marca que deve ser quebrada por Dida.

“Estou muito feliz por este momento, é a quebra de um tabu de mais de 50 anos. Barbosa foi crucificado por aquela final, foi horrível o que fizeram com ele. Como goleiro e profissional do futebol é muito triste lembrar de Barbosa”, afirmou Dida.

“Ele era sem dúvidas um grande goleiro, e por isso representou o Brasil. Para a memória de todos os brasileiros, seria bom recordar de Barbosa fazendo grandes defesas e ajudando o país, e não apenas por uma partida”, continuou o goleiro.

Dida participou das Copas do Mundo de 1998, na França e de 2002, na Coréia do Sul e no Japão, mas não entrou em nenhuma das partidas. “Quero ser titular nesta Copa, para jogar e me tornar campeão. Vou fazer de tudo para este sonho se tornar realidade”, finalizou Dida.

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