Ser

Com licença...

Glorinha Braga Ortolan
| Tempo de leitura: 3 min

Elegância

Peço licença para transcrever um texto que recebi de um elegante amigo e ex-aluno. Sinto-me orgulhosa dos meus alunos que dão valor à etiqueta e sabem que é uma ferramenta importante, tanto socialmente quanto profissionalmente.

“Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece; é quem presenteia fora das datas festivas; é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ser espaçoso demais.

É elegante você fazer algo para alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio diante de uma rejeição...

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar...É muito elegante. Oferecer ajuda é muito elegante.

Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de “status”social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os dasafetos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso! E, detalhe: não é frescura.”

Pergunta – Você foi convidada para um jantar e quebrou uma taça. O que fazer? (Márcia – Pederneiras – SP)

Resposta - Peça desculpas para a dona da casa e no dia seguinte providencie uma taça para repor àquela que você quebrou.

Pergunta – Durante a festa a meia desfia. Devo tirá-la? (Carolina – Bauru – SP)

Resposta - É preferível que você continue com a meia, porém permaneça sentada e não fique zanzando pelo salão. Muita gente não vai perceber o ocorrido.

Comentários

Comentários